Depoimentos


Há 16 anos formei-me em Nutrição e desde então venho atendendo pacientes em consultório. Minha rotina de trabalho é bastante exigente. Começo às 7h e saio às 22h. Sou mãe de três filhos. Ainda assim procuro reservar um espaço para participar de congressos pelo menos duas vezes ao ano. Conheci o Murilo em uma palestra que ele deu aqui em Campo Grande e fiquei muito bem impressionada. Pensei: “onde estava essa criatura tão especial, da qual eu nunca tinha ouvido falar?”. Comecei a segui-lo nas redes sociais. Com isso, eu soube de imediato da abertura de turmas para o curso de modulação intestinal e prontamente fiz minha inscrição. O Murilo é a pessoa mais inteligente que eu já conheci, ele é um presente de Deus para a humanidade. A aula dele é super interativa e divertida, fica fácil aprender. Ele domina conhecimentos valiosos, não precisa ler slides, e ainda faz mil estrepolias que nos alegram e ensinam ao mesmo tempo. Uma grande preocupação dele é ensinar raciocínios, não prescrições decoradas, porque nem todo paciente é igual e precisamos raciocinar em cada caso. O Murilo faz questão que os alunos conheçam muito bem a fisiologia para que possam compreender a fisiopatologia e as formas de tratamento. Graças a ele, redescobri minha paixão pela nutrição, quero estudar cada vez mais.

Intestino e microbiota são temas que eu já estudo há muito tempo. Eu sempre vou ao Congresso Consulfarma, um evento que ocorre todo ano em São Paulo. Lá, tive a oportunidade de participar de palestras muito interessantes sobre probióticos e temas relacionados, como as palestras da Karina Ruiz e do Bruno Zylber. Fui uma das pioneiras a trabalhar com probióticos aqui na cidade, mas meu conhecimento não era tão profundo. Esse aprofundamento veio com o curso do Murilo. Tenho certeza de que o curso dele foi um divisor de águas na vida de todos os alunos. Eu disse ao Murilo que ficamos mal acostumados, porque ele colocou o nível lá em cima e agora vai ficar difícil aceitar cursos que não ofereçam a mesma riqueza de explicações, a mesma atenção e o mesmo carinho que ele e sua equipe dedicam aos alunos. Agora queremos todos os cursos no padrão Murilo Pereira (risos)!

Uma coisa que marca muito nas aulas do Murilo são suas frases irreverentes, que acabamos também passando a nossos pacientes. Tenho pacientes que quando se rendem a alimentos prejudiciais à saúde já chegam ao consultório dizendo: “doutora, nesse fim de semana eu ralei tripa” (risos). Sem falar nas pelúcias de cocô, os cocozitos, que ganhamos com o material do curso e cativam a todos. Meus pacientes chegam ao consultório e dão de cara com os cocozitos. Quebra o gelo na hora e abre-se a oportunidade para conversarmos sobre o cocô e a importância do intestino para a saúde do organismo todo. Depois de ter feito o curso com o Murilo, minha abordagem junto aos pacientes mudou completamente. Eu noto também que os pacientes compreendem melhor o que eu digo. Tudo isso de uma forma leve e prazerosa.

Alguns dos meus pacientes têm tireoidite de Hashimoto e com eles foi impressionante o poder da modulação intestinal. A retirada dos alimentos agressores da dieta e a suplementação são capazes de alterar drasticamente resultados de exames como os que medem o ácido úrico e os hormônios tireoidianos TSH, T3 e T4. Um dos grandes agressores alimentares é a gliadina, uma proteína constituinte do glúten que destrói os enterócitos intestinais – células de revestimento da camada superficial dos intestinos delgado e grosso capazes de quebrar moléculas e movê-las para o interior dos tecidos. A gliadina atua sobre os receptores CXCR3 das células epiteliais das vilosidades intestinais, desencadeando a produção de zonulina, uma proteína que danifica as junções intercelulares – essas junções são chamadas tight junctions e formam uma barreira contra invasores. Com isso, aumenta a permeabilidade intestinal e o intestino desenvolve uma síndrome chamada leaky gut, ou “intestino vazado”. A gliadina atravessa então a parede intestinal e chega à corrente sanguínea. É nesse momento que o corpo inicia a produção de anticorpos anti-gliadina, pois o sangue é preparado para a circulação de aminoácidos, dipeptídeos e tripeptídeos. Proteínas maiores são identificadas como invasores e atacadas pelo sistema imunológico do organismo. Como a gliadina é muito similar à TPO – isto é, a tireoperoxidase, enzima presente nas células epiteliais da tireoide que participa da síntese dos hormônios tireoidianos –, o corpo passa a atacar também a TPO.

Muitas pessoas, sobretudo as mais jovens, não desenvolvem a tireoidite de Hashimoto porque têm uma alta taxa de reparação das lesões provocadas pela zonulina no epitélio intestinal, o que previne o leaky gut. Aos que apresentam a doença e fazem a modulação intestinal, os anticorpos antitireoidianos, que são marcadores da doença, permanecem no organismo, mas os níveis hormonais passam a assumir valores perfeitos. Isso leva de dois a três meses, dependendo do caso. E como consequência, os médicos acabam tendo que retirar a medicação dos pacientes. Certos pacientes se emocionam e vêm em lágrimas me agradecer pela recuperação.

Tenho um paciente de 37 anos que chegou ao meu consultório muito debilitado, com esteatose hepática de grau quatro. É a doença do fígado gorduroso em estágio avançado. Pois a modulação intestinal, por meio de probióticos, suplementos e uma dieta livre de gliadina e caseína, promoveu a regressão total da doença em três meses! São diversos casos marcantes, mas posso assegurar que todos os meus pacientes, todos eles, foram transformados pela abordagem que aprendi no curso de modulação intestinal do Murilo. As mudanças vão desde a recuperação da alegria de viver até a remissão de doenças, tanto no trato gastrointestinal como em outros órgãos, como o fígado, a tireoide e a pele. É uma visão do organismo em sua complexidade. E esse nosso organismo complexo precisa ser protegido por uma barreira inabalável em seus pontos de contato com o meio externo, principalmente no trato gastrointestinal. Sabe por que eu decidi fazer nutrição? Porque qualquer problema de saúde pode se beneficiar de uma boa nutrição e porque algumas doenças só podem ser curadas pela nutrição, como é o caso da fenilcetonúria – uma doença genética rara caracterizada por um erro inato do metabolismo que compromete a produção de uma importante enzima para o organismo.

Quanto a minha experiência pessoal, eu sempre tive problema de constipação, mesmo ingerindo bastante água, vegetais e fibras. Isso se deve a um polimorfismo genético, que toda a minha família também apresenta. Então experimentei o protocolo desintoxicante de três dias e agora meu intestino funciona todo dia. Parece bruxaria (risos)! A constipação desaparece com a modulação intestinal. Aconteceu com todos os meus pacientes constipados.

Além disso, tenho psoríase folicular, uma doença autoimune rara que provocou uma espondilite anquilosante. A espondilite anquilosante é uma inflamação sistêmica crônica nas articulações da região da coluna, que não tem cura e aos poucos leva à fusão das vértebras e à perda da mobilidade. Embora meu organismo não apresente o marcador da espondilite, sempre sofri muito com as dores. Por isso, faço acompanhamento com um reumatologista e tomo injeções, duas vezes ao mês, de um medicamento anti-inflamatório bem caro cujo princípio ativo é um anticorpo monoclonal humano. Quando apliquei em mim os conhecimentos da modulação intestinal, e principalmente quando comecei a fazer uso de enzimas digestivas, as dores articulares foram embora.

No retorno a meu reumatologista, relatei a melhora das dores e disse que essa melhora deveria ter relação com as enzimas digestivas que eu tinha começado a tomar. Ele não entendeu como seria a relação e então eu lhe expliquei que as enzimas digestivas facilitam a digestão, o que reduz a quantidade de proteobactérias e diminui a ativação das interleucinas 6 e 17, que são as principais proteínas que acionam o sistema imune de quem tem psoríase. Ele ficou surpreso com minha explicação e me perguntou como eu tinha chegado a esse raciocínio. “Aprendi com o professor Murilo Pereira”, respondi orgulhosa. Em seguida, ele me convidou para fazer mestrado com ele.

Agora eu sempre prescrevo as enzimas digestivas a meus pacientes com doenças autoimunes. Uma paciente minha de 53 anos que vinha sofrendo muito com problemas autoimunes fez a modulação intestinal e teve uma resposta excelente. Fiquei emocionada quando ela me mostrou os últimos resultados de exames. A doença dela entrou em remissão e o médico já está começando a retirar a medicação.

Tem também o caso do meu pai, que entrou em remissão da tireoidite de Hashimoto. Mas o meu pai tem outra história muito forte. Ele realmente se salvou graças ao Murilo. O Murilo diz que não tem nada a ver com modulação intestinal, mas é porque ele talvez não tenha a noção clara de que, ao nos ensinar sobre modulação intestinal, o que ele faz é modular nossas vidas. Veja se não tenho razão. Há 15 anos meu pai, hoje aos 68 anos, começou a perder a sensibilidade dos membros inferiores e da garganta. De dois anos para cá, o quadro vinha piorando rapidamente. Ele começou a ter muita dificuldade para caminhar e chegou a ter episódios de desmaios. Procuramos diversos médicos de especialidades diferentes, médicos renomados. Ele realizou uma série de exames, dos mais simples aos mais complexos, mas ninguém descobria o que tinha causado aquela condição, identificada como neuropatia periférica sensitiva axonal. Uma das suspeitas era de que meu pai teria uma síndrome paraneoplásica, um tipo de câncer. Com o passar do tempo, os sintomas se agravavam. Ele já não sentia mais o toque do acelerador do carro na sola de seu pé, por isso foi deixando de dirigir. Não tinha mais sensibilidade ao toque, à dor, ao frio ou ao calor. Já não sentia mais nada! Como filha, me sentia aflita, preocupada e por vezes me desesperei. Meu pai, meu grande amor, estava doente, ninguém sabia o que ele tinha e muito menos como curá-lo.

Durante nossas idas e vindas aos consultórios e laboratórios, no período em que eu fazia o curso de modulação intestinal do Murilo, decidi pedir socorro ao meu professor. Mandei-lhe uma mensagem pelo celular com o encaminhamento do último médico, assim meio sem jeito, morrendo de vergonha, porque sei como o Murilo é bastante ocupado. Mas eu precisava de ajuda e resolvi arriscar. Para minha grata surpresa, o Murilo não só respondeu a minha mensagem como me telefonou. Durante a conversa, com seu jeito sempre afável e atencioso, ele disse: “Isso deve ser uma manifestação extrassináptica, algo que está bloqueando filamentos aferentes, provavelmente um vírus. Seu pai pegou catapora? Deve ser esse o vírus. Mas fique tranquila. Peça para manipular essa formulação com dióxido de cloro dez mililitros, para ser diluído em um litro de água, e daqui a alguns dias me diga como está”. No terceiro dia após iniciar o uso da formulação, meu pai acordou, sentou-se à beira da cama, pôs os pés no chão e deu um grito. Minha mãe correu preocupada para ver o que estava acontecendo e ele, aos prantos, disse: “o chão está frio!”. Meu pai estava sentindo a temperatura com a sola dos pés!

Hoje ele voltou a sentir o toque, a temperatura. Voltou a dirigir. Recuperou a vida! Tudo bem, não é um relato sobre modulação intestinal, mas ilustra como o Murilo vai além de um tema e se preocupa mesmo é com as pessoas. Quem era meu pai para o Murilo? Serei eternamente grata a tamanha sensibilidade, dedicação, carinho e atenção que recebi desse professor tão querido. Sempre vou me lembrar do que ele diz e espelha: “nós vamos melhorar o mundo!”.

Sou nutricionista formada pela PUC de Porto Alegre há seis meses. Eu resolvi fazer o curso de Nutrição depois de ter ido a uma consulta com uma nutricionista, que me atendeu muito bem e me fez ver como seria possível melhorar a vida das pessoas com mudanças relativamente simples. Com a graduação, passei a gostar de tudo relacionado a nutrição. Ouvi falar do Murilo pela primeira vez por uma professora minha da faculdade, que é muito fã dele. Fiquei curiosa em saber quem era “esse tal Murilo” e fui procurar nas redes sociais. Comecei a segui-lo pela internet e assim fiquei sabendo quando ele lançou o curso sobre modulação intestinal em Caxias do Sul. Logo me interessei e me matriculei, porque sentia que eu precisava me aprofundar nesse tema. Desde o início do curso eu senti que tinha encontrado um caminho não só para aprimorar meus conhecimentos como nutricionista, mas também para melhorar minha própria condição de saúde, que sempre foi muito frágil.

A vida inteira eu sofri com inúmeros problemas de saúde: alergias, dermatites, dores no corpo, principalmente nos membros inferiores, otite, rinite, asma, constipação, azia, aftas, dores articulares e um cansaço indescritível que me acompanhava o tempo todo. Fiz uso intensivo de injeções de corticoides para aliviar as crises alérgicas, o que gerava efeitos colaterais em outras partes do meu corpo. Nunca fui daquelas crianças que correm, brincam, esbanjam energia. Nunca tinha passado um inverno sem pegar gripe. A qualidade do meu sono era muito ruim, tanto que sempre tive olheiras. Eu acordava a cada duas horas durante a noite e levantava de manhã me sentindo mais cansada do que quando tinha ido deitar. Em alguns momentos experimentei quadros de depressão, ansiedade e compulsão alimentar, mesmo depois de iniciar a terapia, que faço há três anos.

Atividades físicas sempre foram praticamente inexistentes na minha vida, até porque eu não tinha a menor disposição para isso. Mesmo assim, pensando na importância do exercício para a saúde, iniciei um trabalho com um personal trainer em casa duas vezes por semana, ainda antes de iniciar o curso do Murilo, mas era um suplício. Eu não tinha fôlego, não conseguia respirar pelo nariz. Uma das coisas que me incomodavam muito era a recorrência de otite, uma infecção de ouvido que me acometia de três a quatro vezes por mês. Procurei inúmeros médicos ao longo da vida, de diferentes especialidades, e nenhum deles identificou o que acontecia comigo. Eu achava que me alimentava bem, conforme o costume italiano da minha família, porque na maioria das vezes fazia refeições com arroz, feijão e carne, e não tinha o hábito de fazer lanches e beliscar. Consumia laticínios com regularidade e, de vez em quando, massas e pães. O consumo de produtos industrializados concentrava-se nos finais de semana. E as porções eram sempre grandes.

Então eu cheguei à primeira aula presencial do curso do Murilo e ele começou a falar de problemas de saúde relacionados com a ingestão de trigo. A impressão que eu tive era de que ele estava descrevendo a mim mesma. Foi um choque. “Parece que é de mim que ele está falando!”, pensei. No intervalo da aula, fui conversar com ele e perguntei o que poderia ser a causa da minha otite de repetição. Ele, sem pensar muito, disparou: “Caseína. Pare de comer alimentos com caseína”. Em seguida, ele me olhou com atenção, tocou meu rosto, meus ombros e disse: “Você não é assim, eu sei que você não é assim. Seu corpo está inchado. Sua saúde está sofrendo, vamos cuidar disso”. Naquele momento eu senti um nó na garganta e me segurei para não chorar. Foram poucos minutos de conversa, ele não tinha visto nenhum exame meu e a única coisa que ele sabia sobre mim era que eu tinha otite. Mas pela primeira vez eu senti que alguém estava me enxergando e podia me ajudar. Pela primeira vez um profissional de saúde não atribuía todos os meus problemas à minha condição de obesidade ou à minha genética. Naquele dia acendeu uma luz no meu coração, minha vida começou a mudar.

O curso do Murilo me trouxe conhecimentos diferentes dos que eu tinha adquirido na faculdade. A formação em modulação intestinal me ensinou muito sobre fisiologia, microbiota e problemas relacionados a padrões alimentares inadequados. Eu e meus colegas ficávamos impressionados com a capacidade do Murilo em transmitir conceitos e raciocínios, além da sua contagiante alegria de viver. Ele domina os temas, fala tudo de cabeça. Com ele, aprendemos a relacionar informações para decifrar os enigmas que um corpo doente apresenta. Ganhamos autonomia de avaliação e decisão mesmo em situações complexas. Um problema no intestino pode estar ligado a diversas outras partes do corpo, e geralmente está, porque os sistemas e órgãos são naturalmente interligados, direta ou indiretamente.

Um dos aprendizados mais surpreendentes para mim foi sobre a conexão entre intestino e depressão. Eu sabia que havia uma relação entre sistema digestório e humor, mas não tinha ideia da dimensão dessa relação. Quando o curso terminou, comentei com o Murilo que tenho vontade de aprender ainda mais. Estou pensando em me matricular na primeira turma que será aberta no ano que vem em Porto Alegre, onde eu moro, para refazer o curso. Certamente não será mais do mesmo, porque o Murilo sempre traz novidades para as aulas. Ele está ligado nas publicações mais recentes sobre as pesquisas de fronteira.

Por causa da minha condição de saúde, e diferentemente da maioria dos meus colegas, decidi adiar meu ingresso profissional como nutricionista. Eu costumo brincar que decidi, antes de iniciar o atendimento ao público, tratar uma paciente muito importante com exclusividade: eu (risos). Resolvi começar a mudar a partir do protocolo desintoxicante de três dias, que o Murilo ensina. Foi relativamente fácil, mas no terceiro dia confesso que eu já estava meio enjoada dos alimentos crus. O melhor é a sensação de limpeza que a gente sente depois. A partir do protocolo, parei de consumir leite e derivados, que são as fontes de caseína, uma proteína de digestão lenta encontrada no leite de mamíferos. Além disso, retirei o grupo de alimentos com glúten da minha alimentação e suspendi também o consumo de açúcar, grãos e carne vermelha.

Claro que eu não fui apenas retirando grupos alimentares sem contrabalançar com a ingestão de alimentos benéficos para a saúde, como as verduras e legumes em abundância, além de probióticos e suplementos indicados para o meu caso. Sigo me alimentando com aves e peixes regularmente. Coloquei em prática essas mudanças progressivamente, em paralelo ao curso, porque não dá para resolver de uma vez os problemas de uma vida. Ainda estou nesse processo. Agora estou testando a reintrodução de alguns alimentos. Também estou investigando com meu médico alergista a suspeita de doença celíaca, porque tenho características relacionadas, como manchas nos dentes, deficiência de absorção de algumas vitaminas e manifestações do espectro autoimune, como a endometriose – que foi diagnosticada no final do ano passado. Fiz recentemente um teste genético para doença celíaca, mas ainda estou aguardando o resultado.

Moro com meus pais e tenho dois irmãos que já não moram mais com a gente, mas nos visitam sempre. Obesidade e diabetes fazem parte do meu histórico familiar. As alergias são comuns em familiares do lado paterno, que enfrentam recorrentes reações de pele e do sistema respiratório. Mas nenhum familiar apresenta aqueles sintomas fortes que eu tinha. Quando comecei a fazer as mudanças, meus pais e meus irmãos estranharam muito. Foi uma confusão, eles não entendiam, achavam que eu ia ficar fraca, passar fome. Só começaram a me entender a partir do momento em que fui recuperando a saúde. Hoje eles entendem melhor minha condição e se preocupam mais. Estamos aprendendo juntos. Mesmo assim é difícil, porque, por mais que eu tente evitar ingerir alimentos que possam ter contaminação com glúten e caseína, meus pais consomem os alimentos que retirei da dieta.

Então fazer as refeições em família pode ser frustrante. Percebi que meus pais às vezes evitam comer alguns alimentos na minha frente, para eu não passar vontade, mas também não quero que eles mudem seu jeito de viver por minha causa. Penso que qualquer mudança deve vir por causa própria. Acho inclusive que eles podem se motivar a mudar com meu exemplo e com as coisas que eu conto a eles sobre o que aprendo, porque vejo um grande potencial de melhora na saúde deles também. Sei que minha nova forma de alimentação está me oferecendo vitalidade e penso sempre nisso quando bate alguma frustração, mas ainda sinto vontade de determinadas comidas e sinto falta da socialização que ocorre em eventos junto à mesa.

Uma estratégia que utilizo em casa é separar uma parte do armário e uma parte da geladeira só para os alimentos que eu posso comer. Não é o ideal para impedir a contaminação, mas ajuda. Comer fora de casa é algo que não voltei a fazer, para evitar a possibilidade de ingerir algo que possa me fazer mal. Não é nada prático e exige planejamento. Apesar disso, sei que às vezes me contamino com glúten ou caseína, pois meu corpo dá sinais. Parece uma ameaça de gripe, a digestão fica difícil e tenho azia. Mas felizmente isso não evolui e consigo voltar ao ritmo normal.

Atualmente minha saúde está muito melhor em todos os aspectos, e sei que vai melhorar ainda mais, o processo está em curso. Desde que parei de ingerir laticínios, há quatro meses, nunca mais tive otite. As dermatites diminuíram muito, mas ainda preciso controlar melhor o uso de produtos de higiene, que desencadeiam reações. Meus parâmetros bioquímicos só têm melhorado, assim como minha qualidade de vida, minhas emoções. Deixei de tomar os remédios para alergia e para dor, o que era frequente antes do curso. Aquelas dores nos membros inferiores não existem mais. Durmo melhor e não acordo mais com as mãos inchadas e rígidas, como acontecia. Ao acordar, tenho vontade de movimentar meu dia: cozinhar, tomar sol, viver. Este também é meu primeiro inverno sem gripe, rinite, asma ou nariz entupido. Achei que isso nunca aconteceria.

Há quatro meses fiz a cirurgia para a endometriose. Quando fui liberada para atividades físicas, voltei a treinar com meu personal trainer e, com as mudanças nutricionais que vieram com o curso de modulação intestinal, meu desempenho nos treinos está sensivelmente melhor. Sinto disposição e energia para treinar em um nível de exigência bem maior, e acredito que se aproxima o momento em que vou procurar uma academia para treinar de forma mais intensa. Já emagreci oito quilos e não tive mais crises de compulsão alimentar. Apesar de já fazer terapia há um bom tempo, parece que só agora a terapia está fazendo sentido. Minhas relações sociais melhoraram bastante, sou menos irritadiça e tenho mais clareza de pensamentos. As pessoas ao meu redor vêm me dizer que agora eu tenho brilho no olhar. Só agora que estou experimentando uma vida nova percebo que viver com dores e mal-estar não é – e não deve ser – uma condição normal. Todas essas mudanças têm me desafiado a me redescobrir e a valorizar cada pequeno progresso. Não é fácil enfrentar tantas mudanças, mas estou muito feliz!

Hoje, tendo concluído minha formação em modulação intestinal, tenho certeza de que o curso que fiz com o Murilo foi o melhor que eu já fiz. Foi muito impactante na minha vida, não só porque eu tinha muitos problemas de saúde e estou me curando, mas por ter aprendido uma nova forma de pensar a Nutrição. Meus colegas do curso também relataram essa experiência transformadora de aprendizado. Sinto que toda essa vivência, tanto das aulas com o Murilo quanto das transformações que aconteceram na minha saúde, serão importantes diferenciais na minha atuação como nutricionista.

Antes do curso do Murilo eu pensava em atuar como nutricionista em uma Unidade de Alimentação e Nutrição, trabalhando na cozinha. Porque sempre gostei de cozinhar. Com meu novo padrão de alimentação, estou aprendendo a cozinhar de um jeito diferente, com ingredientes menos convencionais, adaptando as receitas para fazer alimentos benéficos a minha saúde. Estou tão empolgada que resolvi abrir uma empresa para a produção artesanal de alimentos livres de glúten e de laticínios. É um mercado crescente e não muito atendido aqui em Porto Alegre.

Mas não desisti da prática clínica em Nutrição. Depois de toda essa experiência pessoal e dos conhecimentos que adquiri no curso de modulação intestinal, descobri um gosto enorme pela prática clínica. É isso o que eu quero fazer em breve, tanto que já estou cursando uma pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional. Quero ajudar as pessoas sendo a profissional que eu gostaria de ter encontrado quando enfrentava aquela infinidade de problemas de saúde. Eu preciso passar adiante os conhecimentos que recebi do Murilo. Essa corrente não pode parar.

Há cinco meses formei-me nutricionista e desde então realizo atendimento em consultório. Eu conheci o Murilo quando assisti a uma palestra dele sobre intestino, cerca de três anos atrás, ainda no início da graduação. Desde então venho acompanhando seu trabalho pelas redes sociais. Tive a oportunidade de participar de três de suas palestras aqui em Campo Grande antes de iniciar o curso de modulação intestinal, no início de 2018.

Com o curso de modulação intestinal, compreendi a importância do intestino para a saúde do organismo e por que muitas pessoas consideram esse órgão nosso segundo cérebro. As informações do curso são muito atualizadas e detalhadas. Abriram minha mente. Assim, pude aprofundar meus conhecimentos sobre diversos temas relacionados à modulação intestinal. Os conteúdos que mais me chamam a atenção relacionam-se à utilização de probióticos em pacientes submetidos a antibioticoterapia e às combinações de cepas em formulações. Antes eventual na minha prática clínica, a recomendação de probióticos intensificou-se depois do curso e revelou-se eficaz com diferentes tipos de pacientes.

A primeira experiência que tive com a indicação de probióticos foi para uma paciente de 32 anos. Ela apresentava um problema de gastrite e frequentes distúrbios intestinais, resultado de uma forte disbiose. Por recomendação médica, ela fazia uso de inibidores da bomba de prótons quase diariamente para reduzir a acidez estomacal. Entretanto, o uso contínuo desse tipo de medicamento traz efeitos colaterais indesejados e pode prejudicar a saúde, por isso deve ser evitado. Quando saía da rotina, principalmente em viagens, ela ficava ainda mais sensível, sendo comuns os episódios de diarreia. Em setembro do ano passado fiz-lhe a proposta de um tratamento intensivo com probióticos visando a sua próxima viagem, que seria no réveillon. O tratamento baseou-se em probióticos de cinco a seis cepas e o resultado foi excelente. Após quatro meses de uso de probióticos ela partiu em viagem e não apresentou mais os sintomas de gastrite e disbiose.

Atualmente, minha abordagem nutricional nos atendimentos inicia-se sempre com os probióticos, no intuito de preparar o paciente para realizar mudanças alimentares e de estilo de vida. A dieta que proponho – sempre rica em alimentos naturais e prebióticos, com restrição de farináceos refinados e açúcar, além de hidratação adequada – potencializa o efeito dos probióticos. Por outro lado, os probióticos facilitam a absorção de nutrientes. A eliminação de grupos alimentares da dieta é recomendada somente quando comprovo algum tipo de intolerância, alergia ou patologia relacionada a esses grupos. O protocolo desintoxicante de três dias e o suco que o Murilo ensina eu não cheguei a experimentar e por isso não tenho indicado a meus pacientes.

O material do curso de modulação intestinal também me ajuda bastante nas consultas. Além disso, costumo apresentar aos pacientes pequenos vídeos e imagens durante a consulta, de forma a convencê-los da importância da modulação intestinal. Eles reagem muito bem, compreendem o poder da alimentação saudável para promover a saúde e aceitam melhor os novos hábitos.

Desde que iniciei a prática clínica, tenho visto todos os meus pacientes melhorar muito com a utilização de um plano alicerçado em probióticos e mudança de hábitos alimentares. Essa combinação é poderosa. Os casos mais comuns que recebo são de obesidade, constipação e dislipidemia, mas tenho observado a eliminação dos mais variados problemas, desde perturbações gastrointestinais até dermatites e sangramento de gengiva.

Destaco alguns casos de pacientes meus que tiveram mudanças muito significativas. Um deles foi de uma paciente de 42 anos que chegou a meu consultório há três meses com um acometimento sério de infecção no aparelho geniturinário. Ela já havia procurado uma ginecologista, mas não obteve sucesso no tratamento. Decidimos iniciar o uso de um probiótico específico para tratamento geniturinário feminino, contendo a cepa Lactobacillus crispatus. Ao final do primeiro mês administrando o probiótico, a paciente recuperou-se completamente. Tive a oportunidade de conversar com a ginecologista dela sobre nossa conduta e o ótimo resultado do tratamento. A partir disso, a médica passou a prescrever o L. crispatus para todas as suas pacientes com infecção urinária.

Outro caso é de um paciente de 14 anos que apresentava muita acne e desequilíbrios hormonais. Ele se queixava de sintomas frequentemente relacionados à puberdade, como excesso de oleosidade da pele, compulsão alimentar e dificuldade para dormir. Através do curso do Murilo, conheci a cepa de microrganismos Bifidobacterium adolescentis, indicado para jovens na puberdade. Em 45 dias de utilização de probióticos com altas concentrações dessa cepa já se podia notar a regressão dos sintomas. Foi impressionante a recuperação da saúde da pele do paciente, sua acne desapareceu.

Tenho uma paciente que é atleta competidora de CrossFit. Ela apresentava reações de pele e desejava melhorar sua saúde e seu rendimento no esporte. Iniciamos o tratamento com a eliminação do glúten e a redução do consumo de laticínios, além do uso de probióticos. Os suplementos que ela utiliza para auxiliar seus treinos, como a creatina, tiveram seus efeitos potencializados. Ela percebeu aumento de força, menos desgaste físico, menos fadiga e sono de melhor qualidade.

O alcance da modulação intestinal no tratamento de pacientes é muito abrangente, sendo essa estratégia indicada para pessoas em qualquer fase da vida e com qualquer tipo de patologia ou problema de saúde. As recomendações de alimentação, probióticos e suplementos, no entanto, devem ser definidas para cada situação, pois cada paciente apresenta suas particularidades. Os probióticos podem ser benéficos até mesmo para gestantes, nutrizes e crianças. A mãe que amamenta e faz uso de probióticos, por exemplo, percebe que o bebê apresenta menos cólicas. A pessoa que utiliza fármacos de uso contínuo, como os medicamentos anti-hipertensivos, também se beneficia da modulação intestinal para aumentar a taxa de absorção do fármaco. O mesmo acontece com a taxa de absorção de suplementos alimentares.

Sem dúvida, o curso de modulação intestinal transforma nossa maneira de pensar. A importância do intestino é tão grande que passamos a ficar muito mais atentos a abordagens e tratamentos a partir da modulação intestinal. De forma geral, vejo que o tema da modulação intestinal permeia muitos aspectos relacionados à saúde e por isso envolve diferentes perspectivas e especialidades profissionais. Na nossa turma do curso estavam presentes nutricionistas e médicos, principalmente endocrinologistas e nutrólogos. Percebo que as mais variadas especialidades médicas poderão ampliar suas linhas de ação com a modulação intestinal. Mais que isso, acredito que a união dos conhecimentos de diferentes profissionais pode gerar resultados extraordinários para a saúde da população.

Tenho 25 anos, moro em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e há um ano formei-me em Nutrição. Atendo pacientes na capital e também no interior. Desde que me formei eu tinha o sonho de fazer um curso de pós-graduação com o Murilo e estou radiante por ter realizado esse sonho! Conheci o Murilo por indicação de amigas que tiveram aula com ele na pós-graduação e adoraram a forma como ele ministra as aulas. Ele chegou a vir a Campo Grande dar palestras sobre microbiota e intestino, mas em todas as vezes eu estava viajando e não conseguia participar. Eu brincava com minhas amigas que era uma conspiração (risos). O que eu queria era entender os mecanismos de ação da microbiota do trato gastrointestinal e aprender a tratar os pacientes com diferentes tipos de queixas relacionadas ao aparelho digestório. Até então, meus conhecimentos nesse assunto eram muito básicos. Eu só sabia que a prescrição de probióticos deveria incluir bifidobactérias, cocos e bacilos. Nada mais.

Com o que eu aprendi no curso do Murilo, venho ajudando muitas pessoas que, assim como eu, não tinham a verdadeira noção de que a constipação não é uma condição normal. Há pessoas que não consideram um problema passar a vida tomando laxantes, porque essa prática vai se repetindo por gerações e alguns nunca conheceram o que é ter um intestino funcionando bem. Em viagens, então, fica ainda pior. Uma semana viajando pode significar uma semana sem evacuar. É um sofrimento real, físico e emocional. A dificuldade para evacuar vem acompanhada da sensação de estufamento, excesso de gases, e causa um grande desconforto, podendo provocar até fissuras anais. Mas as pessoas não comentam muito o assunto e acreditam que não existe alternativa. A verdade é que falar de cocô não costuma ser muito habitual. Felizmente, o Murilo fala de cocô com muita propriedade, desmistifica o assunto e mostra que é possível construir uma nova forma de viver!

Tenho uma paciente que chegou ao consultório com um quadro crônico de constipação. Tinha passado toda a vida à base de laxantes e mais recentemente havia começado a tomar regularmente um chá laxativo de ervas composto de Cassia Angustifolia e Peumus Boldus. Esse chá é indicado para emagrecimento e, segundo o fabricante, deve ser administrado por 30 dias. O próprio fabricante alerta para que não seja utilizado por vários meses seguidos. Além disso, é contraindicado para gestantes, nutrizes, crianças com menos de 12 anos, indivíduos com obstrução nas vias biliares e inflamação no intestino. Como pode fazer bem um chá assim? Quando ela me contou o efeito desse chá, fiquei imaginando como isso deveria ser devastador para sua microbiota intestinal.

Para minha surpresa, essa paciente tinha uma alimentação muito saudável, rica em vegetais in natura, e hidratava-se de maneira adequada. Isso me colocou um grande desafio. Como eu poderia ajudá-la? A primeira coisa que pensei foi em lhe prescrever probióticos. Porém, ela tinha uma disbiose tão acentuada que os probióticos que lhe prescrevi produziram o efeito de aumentar os gases intestinais e as dores abdominais. Ela retornou ao consultório muito insatisfeita, reclamando dos gases e da dificuldade em lidar com essa sensação em situações cotidianas, como durante o treino na academia e em seu relacionamento conjugal. Fiquei desapontada em não termos conseguido um bom resultado e foi aí que o curso do Murilo me trouxe conhecimentos preciosíssimos.

Eu tinha acabado de aprender e testar o protocolo da limpeza intestinal, que o Murilo chama de “morte das bactérias”. O protocolo consiste em uma dieta crua rica em verduras, legumes e frutas, feita durante três dias. O objetivo é provocar a morte de bactérias intestinais pela privação de proteínas, tendo em vista que a vida média de uma bactéria do trato gastrointestinal é de dois dias. No terceiro dia, à tarde, faz-se a ingestão de um copo de leite de magnésia ou sulfato de magnésio, conhecido como sal amargo. Depois disso, a ingestão de alimentos é suspensa, para que o corpo se ocupe apenas de liberar as fezes do intestino. Neste último dia, é importante que a pessoa esteja tranquila em casa, porque ela vai diversas vezes ao banheiro. No quarto dia, introduzem-se probióticos para auxiliar o restabelecimento da microbiota saudável.

Passei então esse protocolo à minha paciente e em alguns dias ela já começou a sentir uma melhora importante. Fiquei tão feliz! Na resposta dela, a frequência de evacuação aumentou ligeiramente, mas a melhora mais significativa foi a consistência das fezes e a redução do esforço de eliminação. Ela tomou probióticos por dois meses e depois alterei a composição de cepas. Desde então, a cada dois ou três meses, mudo a composição dos probióticos e o resultado é bastante positivo. Agora, como ela me disse, “nunca mais aquele chá!”.

Outro caso marcante foi de uma paciente que também sofria de constipação. Ela me contou que uma vez viajou por duas semanas e voltou sem ter ido ao banheiro. Duas semanas! Essa é uma dificuldade comum em situações de viagem, principalmente com mulheres, que evitam utilizar vasos sanitários de locais desconhecidos. Então começamos a tratar, ela fez o protocolo e iniciou o consumo de probióticos. Pouco tempo depois, saiu em viagem pela Europa. Depois da viagem, na consulta de retorno, a primeira coisa que ela me disse quando perguntei como tinha sido a viagem foi: “nutri, deixei minha marca em to-dos-os-países!” (risos). Realmente, o fim da constipação é muito libertador.

Antes de iniciar as novas práticas com meus pacientes, eu já tinha experimentado comigo, com familiares e amigos próximos. Tenho o hábito de sempre testar as novas práticas em mim antes de passar a outras pessoas. Essa experiência também ajuda a transmitir confiança aos pacientes. Quando passei o protocolo para pessoas próximas isso foi me dando uma enorme segurança em saber que meus pacientes também se beneficiariam com aquilo. Muitos pacientes ficam animados com a redução do peso corporal em poucos dias, chegando a dois ou três quilos, mas lembro que essa redução de peso é decorrente da eliminação de água e fezes. O que é recorrente no relato das pessoas que seguem o protocolo é a sensação de bem-estar. São três dias de uma dieta restritiva e mesmo assim as pessoas relatam estar se sentido muito bem.

Observando colegas de profissão mais experientes, vejo como o intestino foi negligenciado durante tanto tempo e só agora algumas pessoas estão prestando atenção a sua importância. Hoje vivemos o momento de dar ao intestino a importância que ele tem. O intestino não tem a ver apenas com absorção de nutrientes e eliminação de resíduos. É muito mais que isso. A chave para a saúde pode estar nesse órgão. Ele certamente é protagonista na promoção de qualidade de vida.

Na minha atuação profissional, já tive pacientes que me procuraram pelo fato de eu ter uma formação em modulação intestinal. Esses conhecimentos municiam os profissionais de saúde com ferramentas poderosas para cuidar das pessoas. Acho que a modulação intestinal é um campo que pode aliar médicos e nutricionistas no tratamento dos pacientes.

O Murilo é nutricionista e havia muitos nutricionistas entre os alunos do curso, mas fiquei positivamente surpresa ao ver também vários médicos entre os alunos. Vejo a união de profissionais comprometidos com o conhecimento de ponta e a utilização desse conhecimento para ajudar as pessoas como um movimento que está crescendo, mas sei que ainda somos considerados por muitos como pessoas estranhas, porque estudamos e propagamos conhecimentos não convencionais. O Murilo sempre diz, “muita gente vai nos chamar de loucos agora, mas daqui a algum tempo vão nos dar razão”.

Sou psicóloga há 15 anos, tendo atuado principalmente com consultoria em empresas. Há nove anos, quando engravidei do meu primeiro filho, comecei a me interessar pela Nutrição. Fiz acompanhamento nutricional durante a gestação e gostei muito, mas segui com meu trabalho na Psicologia. Três anos depois veio minha filha, e novamente fiz acompanhamento nutricional na gestação. Meu interesse por essa área só crescia. Quando ela nasceu, suspendi o trabalho como consultora e falei com meu marido do meu interesse em aprender mais sobre conceitos e mecanismos ligados à Nutrição. Com o incentivo dele, e depois de vencer minha resistência inicial em recomeçar uma vida acadêmica aos 36 anos, busquei o reingresso no curso de Nutrição da PUC de Porto Alegre, onde me formei psicóloga. Deu certo! Cursei uma nova graduação, formei-me no final do ano passado e agora sou uma nutricionista recém-formada, atendendo pacientes em consultório.

Durante a faculdade, quando aprendemos sobre probióticos, muitas pessoas faziam referência ao professor Murilo Pereira como um ícone da modulação intestinal. Então passei a segui-lo nas redes sociais e a nutrir o desejo de fazer um curso com ele. Quando minha formatura estava próxima, uma amiga da faculdade me avisou que o Murilo tinha aberto um curso em modulação intestinal, com aulas online e aulas presenciais em Caxias do Sul. Fizemos nossa matrícula e combinamos de fazer juntas o trajeto entre Porto Alegre e Caxias para assistir às aulas. Foram quatro meses de aulas com uma sessão presencial por mês, fora as aulas online de nivelamento, iniciadas dois meses antes do início do curso. Concluímos essa formação no mês passado e posso dizer tranquilamente que foi o melhor curso que eu já fiz na vida.

É um curso bastante completo e denso, com um fluxo contínuo de informação, sem “encheção de linguiça”. Por mais que o Murilo reforçasse muito os conceitos de diferentes maneiras, o que é ótimo para fixarmos todo o conteúdo, sempre tinha uma informação nova. Até hoje volto às aulas e anotações para estudar e fixar conceitos, e parece que a cada vez que reviso o material tenho mais clareza sobre o conteúdo. Aprendemos muito, desde rotas metabólicas do organismo até impactos de determinados alimentos na saúde. Mais que isso, com o Murilo aprendemos a pensar! Além de tudo ele tem um enorme carisma e cativa a todos, é uma pessoa muito querida.

Pessoalmente, embora eu já tivesse feito acompanhamentos nutricionais e já utilizasse suplementos para auxiliar minha saúde, meus conhecimentos sobre a modulação intestinal eram bem superficiais antes do curso. Hoje eu entendo o sentido de tomar probióticos à noite, o benefício da variação de cepas nas formulações, os modos de ação dos microrganismos no trato gastrointestinal, a importância da ingestão de ômega-3, os diversos efeitos de cada suplemento no organismo, enfim, minha compreensão ganhou muito mais profundidade.

Munida desses conhecimentos, comecei a implementar mudanças na minha nutrição e a perceber os efeitos positivos dessas mudanças, até para poder indicar a pacientes a partir da vivência pessoal. Testei o protocolo desintoxicante e foi bem tranquilo para mim, talvez porque minha saúde intestinal já fosse relativamente boa. Depois do curso, incorporei um novo hábito na minha rotina: o suco verde pela manhã, que conheci quando fiz o protocolo. O suco me dá uma sensação de bem-estar incrível, sinto que estou nutrida e saciada. Além do suco e da comida de verdade, utilizo suplementos diariamente.

Ocorreu também um efeito disseminador muito bacana na minha família, porque eu trouxe as novidades para dentro de casa. Minhas refeições incluem pratões de salada e sei que isso é um exemplo para eles, para além das palavras. Meu marido é advogado e tem uma rotina de trabalho pouco convencional, passando às vezes longos períodos em jejum e ingerindo poucos vegetais. Percebi que isso estava alterando a saúde dele, provocando muito cansaço, falta de disposição e até afetando imunidade. Então conversamos sobre estratégias para o aumento do consumo de vegetais ao longo do dia e os resultados começaram a aparecer. Minha mãe tem me consultado a respeito dos suplementos indicados para a condição dela, que faz uso de estatina, e já está se sentindo melhor. Quando nos reunimos para as refeições na casa da minha mãe, procuro aproveitar a horta que ela tem em casa para caprichar na salada. Vou colher as verduras e não tenho preguiça de preparar, porque sei o benefício que traz o consumo de vegetais, ainda mais sendo uma produção livre de agrotóxicos. Esses dias eu piquei e misturei diversas frutas para servir de sobremesa. As crianças, que em princípio não mostraram muita empolgação com a ideia, vieram provar e adoraram, comeram tudo!

Passo as informações muitas vezes revestidas de brincadeira, principalmente para as crianças, que se encantam com as pelúcias de cocô do Murilo e ouvem com atenção minhas explicações sobre a importância de comer verduras e legumes. Mostro também aos meus filhos os vídeos que o Murilo faz com os filhos dele, em que as crianças falam sobre alimentação saudável. Meus filhos até pedem para rever esses vídeos. Recentemente, minha filha começou a dar sinais de deficiência de cálcio, então expliquei a ela a importância de comer alimentos verde-escuros para o aporte de cálcio ao organismo e estou pesquisando mais sobre como podemos melhorar esse aporte através da nutrição.

Na prática de atendimento clínico, uma mudança fundamental foi a conquista de um olhar diferente para o paciente, um olhar mais amplo. Essa foi a maior transformação que eu senti. Claro, por ser psicóloga, minha forma de escutar os pacientes já é diferente, mas desenvolvi um novo olhar para os sinais que o corpo e o relato do paciente me dão. Aproveito muito da minha formação em Psicologia para trabalhar temas que relacionam a modulação intestinal e a psicologia, como stress, depressão, vícios, compulsões e a própria mudança de hábitos. Além disso, existe um lado social importante que precisa ser trabalhado quando mudamos nossa alimentação. Porque a alimentação afeta as relações com as pessoas ao redor. Sempre tem um almoço ou jantar comemorativo – seja no ambiente familiar, entre amigos ou no trabalho – e festas de aniversário com bolo, docinhos, salgadinhos.

As pessoas no nosso entorno podem nos constranger tanto pela insistência como pela cobrança. Quantas vezes uma pessoa que decide não comer o bolo de aniversário precisa enfrentar a insistência do anfitrião para que coma “só um pedacinho”? Por outro lado, eu mesma quando como um doce numa festa muitas vezes ouço das pessoas “nossa, mas nutricionista come isso? Não faz mal?”. Não como doces com frequência – nem massas, farináceos ou laticínios – e sei que comer esporadicamente não vai arruinar minha vida, porque não apresento reações ao consumo desses alimentos e na maior parte do tempo como alimentos saudáveis, sempre comi. Só que existe uma cobrança social.

Não sou super radical de achar que todo mundo deve cortar totalmente determinados alimentos da dieta. Acredito que as orientações dependem do caso. No atendimento aos pacientes, como prefiro propor mudanças graduais, eu observo os sintomas mais preocupantes e as queixas mais fortes, então inicio o tratamento visando às principais necessidades. Invariavelmente, a primeira recomendação que faço vai no sentido de melhorar a qualidade da alimentação e da hidratação dos pacientes. Probióticos, fibras, ômega-3, compostos para modulação do cortisol e o suco verde que o Murilo ensina são grandes aliados na minha prática. Mas começo devagar, não saio indicando tudo de uma vez. A introdução de mudanças graduais me permite verificar o efeito de cada etapa do tratamento.

A queixa mais frequente dos meus pacientes é, sem dúvida, a constipação. Em geral, a combinação de alimentação saudável, aumento na ingestão de água e probióticos gera resultados muito positivos. Os pacientes sempre relatam não só a melhora da constipação, mas o aumento da disposição e do bem-estar. Uma das minhas primeiras pacientes, de 40 anos, resolveu o problema de constipação apenas com mudança alimentar e hidratação adequada. Ela praticamente não comia vegetais crus e passava longos períodos sem tomar água. Combinamos uma meta de ingestão de dois litros de água por dia e o desafio de incluir pelo menos um vegetal diferente por refeição, mais uma fruta por dia. Depois de vinte dias, ela retornou ao consultório muito surpresa, porque pela primeira vez na vida ela estava evacuando todos os dias, às vezes até duas vezes ao dia. E fizemos uma mudança muito simples.

Recebo também casos menos comuns e mais graves. O caso mais grave que recebi foi de uma paciente de 36 anos que há dois anos vem sofrendo de sangramento colorretal. Embora ela já tivesse feito diversos exames, ninguém descobria o que estava acontecendo. A partir de alguns testes e exames solicitados por seu médico, constatou-se que o organismo dela apresenta uma forte sensibilidade ao glúten, que não é a doença celíaca, mas que sugere um tratamento muito parecido. Há um mês e meio ela retirou o glúten da dieta, aumentou a ingestão de fibras e passou a utilizar probióticos e ômega-3. O objetivo é recuperar seu epitélio intestinal, porque, como diz o Murilo, essa paciente tinha “a tripa toda ralada”. Para nossa alegria, o sangramento começou a regredir, o que mostra que estamos no caminho certo. Ela segue com acompanhamento médico adequado e continuamos perseguindo o objetivo de deixar sua vida mais saudável e sem esses sintomas.

De forma geral, para que as pessoas adquiram novos hábitos é muito importante terem organização e planejamento. Por exemplo, se alguns suplementos devem ser ingeridos em jejum, recomendo já deixar os frascos ao lado da cama, para o paciente não correr o risco de esquecer. É preciso ter estratégia para o sucesso da modulação intestinal e até isso eu trabalho com meus pacientes, porque cada um tem um perfil e um estilo de vida. Outra coisa que ajuda muito é planejar as refeições e lanches da semana. A solução para a hora do lanche é ter sempre à mão um potinho com castanhas e uma fruta, quando não estamos em casa. É um lanche rápido e super saudável. Mas se a gente não se planejar, acaba se rendendo ao que se encontra na rua: pães, salgados, bolos e guloseimas. Então eu acredito no poder da organização e do planejamento para o sucesso da reeducação alimentar. Assim conseguimos descascar mais e desembalar menos, como o Murilo diz.

Se prestarmos atenção na composição do prato da maioria das pessoas num restaurante tipo bufê, vemos que o padrão é excluir a salada e os vegetais refogados e incluir quantidades generosas de massas, polenta frita, pastéis, salgadinhos. Outro comportamento comum das pessoas na hora das refeições é comer sem prestar atenção ao que estão comendo, muitas vezes olhando no celular. Alguns – “para dar gosto na salada”, como dizem – regam as verduras com molhos industrializados cheios de condimentos artificiais, aditivos, conservantes e corantes. E quando o paladar se acostuma com alimentos de sabor intenso e apelativo, uma especialidade da indústria alimentícia, a sutileza do sabor de um tomate temperado com sal, vinagre e azeite ou de uma fruta passa despercebida. Além disso, a natureza nos dá uma grande variedade de ervas e temperos que conferem sabores deliciosos a qualquer preparação, sem prejudicar a saúde.

A mudança de hábitos é algo que pode acontecer em qualquer fase da vida, mas percebo como ela é poderosa quando lidamos com crianças. Tive uma experiência muito boa na escola da minha filha, uma escola de educação infantil que executa projetos envolvendo pais e alunos, em temas escolhidos conforme a demanda das famílias. A mãe de um colega da minha filha, que também é minha paciente, entende muito de gastronomia e foi destaque em um famoso programa de televisão de competição culinária. Isso gerou nas crianças um grande interesse pela alimentação, o que fez esse tema ser escolhido para o projeto da escola com a turma da minha filha. Então toda semana eu vou à escola para trabalharmos com as crianças assuntos ligados a alimentação.

Falamos sobre todos os grupos alimentares, os macronutrientes, as vitaminas, os minerais, de onde vêm os alimentos. Cada criança pesquisou em casa com seus pais determinado vegetal e trouxe as informações para discutirmos coletivamente no projeto. Depois de algum tempo, comecei a receber relatos de pais contando que agora seus filhos pedem para comer diversos vegetais. Uma das mães me disse que um dia seu filho pediu para comer beterraba, cenoura, brócolis e tomate numa só refeição. Cético, o pai sentenciou: “ele não vai comer”. Pois a criança comeu tudo! O pai não acreditava no que via.

Outra proposta do projeto às crianças foi o desafio de comer uma fruta nova por dia. As crianças adoraram, muitas não conheciam fruta do conde e carambola. Fizemos também atividades para mostrar aos alunos alimentos de diferentes grupos e, a cada exposição, fazíamos degustação do que estava sendo trabalhado. Eles puderam tocar tudo o que lhes era apresentado, experimentando também a sensação tátil com cada alimento. No dia em que levei uma bacia enorme com brócolis, assistimos surpresos às crianças comendo brócolis até acabar. É muito gratificante.

Há também pais que não têm o hábito de comer verduras e legumes, mas mesmo assim eu acredito que essa experiência das crianças pode ajudá-las a fazer escolhas alimentares mais conscientes e saudáveis, começando pelo lanche da escola. Aliás, o lanche da escola sempre aparece como uma preocupação dos pais, porque nem sempre dá certo levar alimentos in natura, alguns perecem. Aí entra novamente a importância da estratégia e do planejamento. Meu filho tem pedido muito morango, que é a fruta da época agora e dá certo levar. Dá até para fazer cupcake saudável para o lanche das crianças. O que não dá para fazer é desistir da saúde!

Formei-me em Farmácia em Arapongas, Paraná, uma cidade com cerca de 120 mil habitantes. Há dez anos sou proprietária de uma farmácia de manipulação na cidade, junto com minha sócia, uma amiga desde a faculdade. Sou pós-graduada em Nutrição Ortomolecular e Nutrigenômica pela FAPES, Fundação de Apoio à Pesquisa e Estudo na Área de Saúde, sob a coordenação de Henry Okigami e Marcelo Carvalho. Estou constantemente reciclando meus conhecimentos em congressos e cursos sobre saúde, nutrição e estética. Um dos trabalhos que fazemos na farmácia é promover palestras com especialistas para profissionais de saúde, geralmente duas vezes ao ano. Também realizamos visitas a profissionais de saúde com o objetivo de compartilhar conhecimentos e aprimorar o diálogo, de modo a alinharmos nossas fórmulas com as demandas dos nutricionistas e seus pacientes. Nessa interação, recebemos muitos pedidos para promover palestras com o nutricionista e professor Murilo Pereira. Participei de alguns cursos dele e pude conhecer seu trabalho mais de perto. O Murilo é um profissional super competente e uma pessoa muito cativante. A convite da farmácia, ele veio palestrar para nutricionistas, por duas vezes, e a receptividade do público foi excelente.

No programa de modulação intestinal oferecido pelo Murilo, a participação das farmácias de manipulação é um dos pilares estruturais. Quando o Murilo e sua equipe elaboraram o projeto, tivemos a honra de estar entre as primeiras farmácias a receber a proposta de parceria. Aceitamos antes mesmo de conhecer todos os detalhes sobre a forma de funcionamento do curso, porque confiamos muito no trabalho do Murilo. Depois de conversarmos sobre a concepção de aulas, materiais e brindes, iniciamos a divulgação junto a nossos contatos. O Murilo também divulgou em suas redes, que têm um grande alcance. Recebemos 93 inscrições, incluindo residentes de toda a região. Para facilitar o acesso do público, escolhemos oferecer as aulas presenciais em um espaço em Londrina, que fica a aproximadamente 35 quilômetros de Arapongas e conta com um aeroporto.

Fiz reuniões com o Murilo para combinarmos o que poderíamos entregar aos alunos como brindes e materiais do curso. Acabamos mudando a ideia inicial de oferecer diferentes brindes a cada aula e concentramos a distribuição de todos os brindes logo na primeira aula presencial, que aconteceu no dia oito de março de 2018. Era o Dia Internacional da Mulher e gostaríamos de proporcionar uma experiência impactante. Decoramos o espaço com plantas e arranjos florais e entregamos aos alunos hidratantes com probióticos. Nossa farmácia conseguiu várias parcerias para promover a venda de produtos de expositores e também para os coffee breaks, o que nos permitiu oferecer alimentos gostosos e funcionais ao público. Mas o melhor foi a aula do Murilo, que deu um show de conhecimento e didática. Todos adoraram e elogiaram muito!

Na segunda aula presencial alugamos um espaço maior, mudamos de um centro de convenções com cadeiras de auditório para um espaço onde colocamos cadeiras e mesas, o que permitiu acomodar melhor o público e facilitar as anotações dos alunos. Seguimos nesse novo espaço nas aulas seguintes. A quarta e última aula coincidiu com um dos jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo, Brasil e Bélgica, nas quartas de final. Contratamos telão para a transmissão do jogo e estávamos preparados para uma grande festa. Infelizmente o Brasil perdeu e foi eliminado da Copa, mas o clima de confraternização permaneceu. Todo o carinho que empregamos na elaboração do projeto e na organização das aulas presenciais foi sentido pelos participantes, que vinham nos parabenizar.

Ao final dos quatro meses, os alunos relataram que o curso de modulação intestinal trouxe informações de alta qualidade em um ritmo pertinente, permitindo a todos acompanhar. Percebi como alguns alunos quebraram limitações de pensamento, deixando de considerar as prescrições de mudanças de hábitos e de probióticos como algo difícil de ser aceito pelos pacientes. Agora a prática clínica dos participantes ganhou consistência e confiança. Muitos já estão interessados no curso avançado de modulação intestinal com o Murilo, o que mostra o sucesso dessa primeira experiência.

Uma dúvida que tive antes de iniciar as aulas presenciais do curso foi se os participantes tolerariam bem as sessões de oito horas de exposição de um conteúdo denso, carregado de informação. A surpresa foi perceber que as pessoas estavam muito motivadas mesmo no final das aulas, às nove horas da noite. Muitos ainda estavam tão empolgados que queriam estender um pouco mais! A receptividade foi incrível, como mostram os diversos depoimentos que publicamos em nossas redes sociais. Entre uma aula presencial e outra, os alunos se comunicavam por meio de um grupo criado em um aplicativo de telefone celular. Estávamos todos conectados: alunos, nós da farmácia e a equipe do Murilo, que também é maravilhosa e cuida de tudo com muito carinho. Esse canal de comunicação permitiu a resolução de dúvidas e problemas de forma muito eficiente, funcionou muito bem.

Para nossa farmácia foi muito positivo ingressar nesse projeto com o Murilo. O projeto nos deu a oportunidade de transmitir de forma leve nossa competência e credibilidade, valores que sempre foram nosso compromisso. Ao mesmo tempo, nós da farmácia e o Murilo sempre deixamos os alunos muito à vontade para escolher seus fornecedores de fórmulas e suplementos. Há pessoas que já têm sua farmácia de confiança, à qual regularmente solicitam a manipulação de fórmulas, e nós respeitamos sempre a preferência da cada um. Então não houve em nenhum momento qualquer vinculação do curso com a necessidade de aquisição de produtos da farmácia, embora, claro, tenhamos informado a todos que nossa farmácia poderia atender às necessidades ligadas aos tratamentos de saúde propostos no curso. As recomendações do Murilo são baseadas em estudos científicos com alto grau de evidência, não em critérios comerciais. Por isso, nossa farmácia se atualizou e se preparou para corresponder à ciência de ponta.

Além de participar da organização do espaço para as aulas presenciais, tive um grande interesse em assistir ao curso, no intuito de compreender melhor os benefícios da modulação intestinal, criar materiais de apoio e melhorar a interação com os profissionais e pacientes que são clientes da farmácia. Tornei-me então uma aluna do curso e passei a estudar formulações de probióticos e suplementos que pudessem atender às necessidades que o curso colocava. Desenvolvi algumas fórmulas e coloquei-as à venda em um estande da farmácia no espaço das aulas, junto com produtos que já produzíamos.

Como aluna e farmacêutica, consegui me aprofundar em temas importantes para meu relacionamento com diversas especialidades da área de saúde. Assisti às aulas online e acompanhei as aulas presenciais o máximo possível. Por estar envolvida na organização e no suporte aos encontros presenciais, eu gravava as aulas presenciais para assistir depois. Os conhecimentos que adquiri no curso me ajudam muito quando algum profissional ou paciente solicita informações e indicações sobre algumas fórmulas.

Além disso, reuni informações valiosas que recebi no curso para preparar informativos que auxiliam muito as visitas que faço tanto a nutricionistas como a médicos cardiologistas, neurologistas, pediatras e nutrólogos. Um dos materiais que elaborei a partir do curso é um formulário de apoio a prescrições, que foi revisado pelo Murilo. É uma ferramenta prática e eficaz que associa sintomas e prescrições de fórmulas que a farmácia pode preparar. Quando aprendemos sobre o protocolo desintoxicante de três dias, ficamos curiosos e interessados em experimentar seus efeitos. Então eu tive a ideia de montar uma nécessaire com kits de probióticos e suplementos especialmente indicados para a realização do protocolo. Conforme o curso avançava, fui publicando fotos e outros materiais nas redes sociais. Com isso, ganhamos visibilidade. Recebi o contato de diversas farmácias do Brasil, elogiando nosso trabalho e perguntando como fizemos na consolidação da parceria e na organização das aulas presenciais.

Uma das preocupações que surgem para o empreendedor farmacêutico é quanto ao retorno de investimentos em projetos e linhas de ação da farmácia. Às vezes fica até difícil estimar a viabilidade e a temporalidade do retorno. No caso da nossa parceria com o Murilo, o resultado foi muito satisfatório, tanto em termos financeiros mais imediatos como em termos de relacionamento com os profissionais de saúde, clientes e novos contatos, e mesmo no que diz respeito a rendimentos potenciais, que eu acredito que devam vir em um prazo maior, nos próximos anos. Alguns profissionais de saúde com quem eu já havia tido um breve contato antes da parceria com o Murilo passaram a me procurar e a buscar uma relação mais próxima com a farmácia. Essa parceria certamente nos abriu muitas portas, porque estamos nos atualizando com a melhor ciência do mundo nessa área. É uma excelente oportunidade para a farmácia parceira e uma grande satisfação em contribuir com a educação de qualidade e com a propagação da saúde da população.

Da perspectiva dos pacientes, acredito que esteja acontecendo uma alteração importante na motivação da consulta com nutricionistas, antes procurados fundamentalmente por pessoas que desejavam emagrecer. Hoje o nutricionista é também solicitado para a promoção da saúde de maneira mais global, mesmo em pessoas que não desejam emagrecer. Nesse sentido, o profissional que domina a teoria e a prática da modulação intestinal possui um grande trunfo no tratamento dos pacientes. Para a classe médica, penso que as instituições de ensino de formação deveriam ter uma carga horária maior de disciplinas e aulas sobre nutrição, já que a alimentação é um importante pilar da saúde. Na minha opinião, a medicina e a nutrição têm muito a se beneficiar com a modulação intestinal e podem trabalhar juntas a partir de uma visão integral da saúde. Estou cada vez mais encantada com a Nutrição.

Pessoalmente, depois de implementar mudanças de padrão alimentar e suplementação propostas no curso do Murilo percebi diferenças em diversos aspectos. Alguns incômodos – como distensão abdominal, dor de cabeça e reações de pele – que aconteciam quando eu consumia certos alimentos, sobretudo laticínios, desapareceram. Quando fiz o exame de hidrogênio expirado – que fornece informações sobre a digestão de açúcares ou carboidratos, como lactose, lactulose ou frutose – achei que não encontraria nada com que me preocupar, mas diagnostiquei um quadro de inflamação intestinal. Estou em tratamento, fazendo reeducação alimentar e utilizando enzimas digestivas. Fico sempre atenta às reações do meu corpo à ingestão dos alimentos e consigo assim identificar os gatilhos de respostas indesejadas. Minha disposição melhorou bastante, a pele e o cabelo ganharam viço, não sinto mais a sensação de inchaço. Aprendi quais são as melhores escolhas alimentares e modifiquei as refeições em casa.

No começo achei difícil a mudança de hábitos, mas o entendimento da importância de mudar hábitos para promover a saúde foi um ótimo incentivo. Agora minha família prefere optar por refeições um pouco menos práticas, mas certamente muito mais saudáveis. Aumentou nosso consumo de saladas, fibras e peixes, damos preferência aos tubérculos de baixo índice glicêmico, reduzimos o consumo de açúcar e de farináceos. Para orientar mais de perto nossas mudanças e as substituições de alimentos, consultei-me com uma colega nutricionista, que também fez o curso do Murilo. Passamos a utilizar também os probióticos e os Bio-MAMPs, que são fragmentos ativos de microrganismos mortos capazes de ativar o sistema imunológico de quem os ingere. Eu, meu marido e nossos dois filhos gêmeos de dez anos temos respondido muito bem a essas mudanças. O que mais me impressionou foi a melhora da imunidade, principalmente dos meus filhos, que nasceram prematuros e se resfriavam com frequência. Neste inverno, enquanto muitas pessoas estão pegando gripe, nossa família segue com a saúde bem protegida. Alguns amigos brincam dizendo que parecemos aquelas famílias de comercial de televisão que estão sempre felizes e saudáveis (risos). Mas é melhor que isso, porque nossas escolhas nos levaram a viver a saúde na vida real. É uma nova realidade possível para todos.

Sou nutricionista, moro em Goiânia e estou fazendo pós-graduação em Nutrição na VP. Tenho dois filhos: um rapaz de 18 anos e uma menina de 14. Depois da minha graduação, trabalhei por dois anos em uma UAN [Unidade de Alimentação e Nutrição], mas parei quando tive filhos e agora estou retornando ao trabalho. Vou começar a atuar com atendimento clínico semana que vem. Conheci o Prof. Murilo quando ele dava aulas na VP, depois comecei a segui-lo nas redes sociais. Nossa turma foi a última a ter aula com ele na VP.

Com o curso Modulação Intestinal, ganhei outro nível de compreensão da nutrição, com foco no intestino, e pude ajudar minha filha a recuperar a saúde. Comecei a entender o que estava acontecendo com ela a partir das aulas do Prof. Murilo. O histórico dela é bastante desfavorável. Ela nasceu prematura, de cesariana, precisou ficar dois dias na incubadora quando nasceu. Com três meses ela teve bronquite e aos quatro anos de idade já tinha tido três crises de pneumonia. Nessa fase ela precisou tomar muitos antibióticos e corticoides. A alimentação dela mudou bastante: ela deixou de aceitar vegetais e passou a preferir os alimentos doces.

Aos 12 anos começaram as crises alérgicas e digestivas. Ela chegou a ir algumas vezes ao hospital por causa de ressecamento das fezes e por sentir-se mal após ingerir algum alimento. Além desses sintomas, ela tinha resistência à insulina, rinite, gengivite, refluxo, episódios de coceira e apresentava manchas nos dentes (esbranquiçadas) e no corpo (algumas eram roxas e mudavam de lugar, outras se concentravam entre as axilas e entre as pernas). Tomava antialérgicos todos os dias. O valor do Homa-IR dela era bastante elevado e o peso começou a aumentar.

O pediatra que cuidava da minha filha recomendou que ela tomasse uma solução com fibras para ajudar na evacuação, pois às vezes ela chegava a ficar sete dias sem ir ao banheiro. Porém, a ingestão dessa fibra passou a provocar diarreia e a frequência de evacuação chegou a quatro vezes ao dia. Ela estava sofrendo muito, então decidimos não seguir mais nessa linha.

Depois da primeira aula de modulação intestinal com o Murilo, retirei o trigo da alimentação dela. Um mês mais tarde ela comeu pizza e em seguida teve uma reação alérgica muito forte. Seus olhos incharam e sua respiração ficou obstruída. Ninguém em casa imaginava que ela pudesse ter uma alergia ao trigo tão intensa, porque ela já havia passado por um período de tratamento com vacinas após o teste de alérgenos ter dado positivo para quase todas as substâncias.

Decidi então colocar em prática a modulação intestinal com minha filha. Infelizmente ela não se alimenta de vegetais como deveria, mesmo tendo em casa o bom exemplo dos pais. Às vezes tem até ânsia de vômito para comer verduras e legumes, então procuro não forçar. Somente salada de alface e tomate ela aceita, além de frutas e às vezes sopas. Então minha estratégia com ela é fazer sucos verdes, onde posso incluir vegetais e buscar variedade nos lanches. Um lanche que ela adora é chips de batata doce ou inhame assados com guacamole. Ela toma também vitamina com proteína de soro de leite, para ajustar a quantidade proteica diária ideal.

Além do trigo, experimentamos retirar os laticínios da dieta, algo que ela não tolerava bem desde a infância. Com relação aos suplementos, minha filha utiliza probióticos, ômega-3 e glutamina. Os resultados têm sido muito bons. Depois de 15 dias de modulação a mudança já era notável. Há seis meses ela não come mais trigo e nunca mais precisou utilizar antialérgicos. Embora goste de leite, ela não tem o hábito de consumi-lo. Quando algo muda na alimentação dela fico atenta para ver se o organismo está aceitando bem.

Uma questão recorrente são as festinhas para as quais minha filha é convidada. Nessas ocasiões ela costuma se alimentar antes de sair de casa, às vezes leva algo para comer. Caso coma alguma coisa, já não tem mais as mesmas reações, porque é uma exposição eventual. Quando minha filha vai para a casa de um amigo ou amiga, os pais geralmente se preocupam com o que ela vai comer e preparam refeições adequadas para ela. É uma atenção que nos deixa tranquilos, meu marido e eu, e faz minha filha se sentir muito bem.

Depois de iniciar a modulação com minha filha resolvi aplicar em mim mesma. Identifiquei em mim a disbiose, que provoca inchaço, distensão abdominal e mal-estar, além de digestão lenta. Percebi que também tenho problema com o trigo. Se eu comer um pão fico o dia todo estufada, com o abdome distendido. Fiz o programa de manejo dietético de três dias do Prof. Murilo e meu marido me acompanhou. Atualmente utilizo enzimas digestivas, ômega-3 e probióticos.

Meu marido também sentiu os benefícios do programa dietético e vai iniciar a suplementação da modulação intestinal. Como ele viaja muito ainda está organizando a nova rotina. Ele já teve gastrite e úlcera de estômago, e ainda sofre de refluxo. Para ele o uso de enzimas digestivas é muito positivo também, além dos probióticos.

Com meu filho é mais tranquilo. O histórico dele é mais favorável. Nasceu de parto normal, não tomou muitos antibióticos, tem a imunidade mais forte, se alimenta bem e não apresenta alergias. Ele não tolera leite de vaca desde pequeno e tem alergia a ácaros. Como nossa farinha tem alto risco de contaminação por ácaros, fico preocupada com o que ele come na rua. Aqui em casa aderimos à dieta da minha filha, então já não entra farinha de trigo.

Minha mãe é diabética e tem tireoidite de Hashimoto. Recentemente, preparei para ela um plano dietético e estamos utilizando estratégias de modulação intestinal. Tenho amigos de uma mesma família que saíram em viagem e já estão agendados para consultar comigo quando voltarem. A filha deles, de 10 anos, está obesa e tem alergias com reações imediatas. Basta comer algo com trigo e ela começa a tossir. Vamos ter de mudar a alimentação, retirando os alimentos alergênicos e incluindo alimentos mais saudáveis, além dos probióticos.

Graças aos conhecimentos sobre modulação intestinal, tenho trabalhado as estratégias com minha família e comigo. Nossa vida mudou muito depois que começamos a praticar a modulação intestinal e sei que ainda vai mudar mais, pois estou estudando e aprendendo coisas novas, finalizando o estudo das aulas online. Minha forma de estudo é por visualização de imagens e anotação dos conceitos. Faço marcas de destaque até em livros. Esse livro que vocês estão preparando certamente vai nos ajudar muito a estudar e a memorizar todo o conteúdo do curso. Não vejo a hora de ter um e fazer minhas marcações nele. Com todo esse conhecimento, sei que ainda vou ajudar muita gente como nutricionista clínica e estou animada para esta nova fase!

Faz nove anos que me formei nutricionista. Durante a faculdade, tranquei matrícula por um período para cuidar da minha mãe, que havia adoecido de câncer. Porém, ao perceber como a nutrição seria importante para que eu pudesse ajudar minha mãe, retomei o curso e concluí minha formação. Trabalho com atendimento clínico e educação nutricional em escolas e empresas. Sou muito interessada pela nutrição funcional e esse interesse me levou a conhecer o Murilo. Já fiz outros cursos de extensão universitária, mas o curso de modulação intestinal do Murilo foi o primeiro que coloquei em prática antes de terminar, começando por mim mesma.

Eu tenho hipotireoidismo há 21 anos e minha imunidade estava sempre baixa, o que desencadeava infecções urinárias e sinusites recorrentes. Isso me levou a tomar muitos antibióticos e anti-inflamatórios. A certa altura eu manifestei um quadro de fadiga crônica, não tinha energia para nada. Estranhamente, meus exames laboratoriais não indicavam problema algum que justificasse aquela fadiga. Então veio o diagnóstico de depressão. Depois de fazer uso de alguns antidepressivos sem melhora comecei a me perguntar: “mas o que está fazendo eu me sentir tão mal?”.

No final do ano passado, desenvolvi uma alergia alimentar muito forte, desencadeada pelo stress. Eu sempre soube que o stress é prejudicial, mas quando aconteceu comigo eu entendi como ele pode ser devastador. Meu sistema digestório ficou uma bagunça: eu vomitava e alternava momentos de diarreia e constipação. Tudo o que eu comia me fazia mal. Estava sempre inchada. As crises de infecção urinária tornaram-se cada vez piores. Chegava a tomar antibióticos por meses seguidos, mas nada resolvia a infecção. As pessoas ao meu redor frequentemente me diziam que eu estava muito abatida. Em função disso, fechei meu consultório e decidi investigar o que estava acontecendo.

O que me tirou dessa condição turbulenta foram os conhecimentos que adquiri com pesquisas, com orientações médicas e com o curso do Murilo. Eu já aplicava em mim muitos conhecimentos sobre nutrição, mas não tinha uma boa noção das doses, horários ou sequência lógica das ações. O Murilo esclarece todos esses pontos, fornece o melhor caminho de tratamento para diferentes casos, explica por que as mudanças de hábitos são importantes, ensina os alunos a pensar. Depois que experimentei a modulação intestinal, minha vida melhorou muito. Iniciei a modulação com a limpeza de três dias e um probiótico de oito cepas liofilizadas, que tomei por dois meses, além de seguir o método dos “seis Rs” ensinado no curso. Meu marido e meu filho me apoiaram durante esse processo e passaram a usar probióticos também. Então consegui voltar a me alimentar. Minha disposição e memória melhoraram bastante, a digestão normalizou, o raciocínio ficou mais claro. Há meses a infecção urinária desapareceu.

Mesmo para nós nutricionistas, as controvérsias sobre quais alimentos fazem bem e quais fazem mal causam muita confusão. É aquela história do “tal alimento faz mal” e depois de algum tempo “agora esse tal alimento faz bem”. As informações divulgadas são desencontradas. Então resolvi testar algumas coisas em mim mesma. Uma grande dificuldade para mim tem sido a retirada dos alimentos alergênicos da dieta, porque isso significa romper hábitos e tradições alimentares. Sou filha e neta de mineiros e adoro comer pão, bolo e queijo.

Mas o Murilo ensina a gente como esses alimentos são prejudiciais à saúde. Ele sempre brinca dizendo que aquela música “Quem quer pão” provoca desastres até hoje (risos). Então comecei a testar o efeito desses alimentos no meu corpo, retirando da dieta por um tempo e depois reintroduzindo. E a cada vez que eu reintroduzia um alimento suspeito a resposta do corpo era pior: cansaço, inchaço, aftas, queda de cabelo, dermatite. “Se é modinha não importa, mas para mim está fazendo sentido”, pensei. Hoje eu superei muitas dificuldades, passo muito bem sem pão, mas ainda sofro para evitar os queijos.

Essa experiência pessoal me ajuda muito no atendimento aos pacientes, porque eu sei como é desafiante implementar a mudança do hábito alimentar e como é possível superar os desafios. Procuro mostrar a eles que é possível e que vale muito a pena. Isso gera confiança nos pacientes, porque eu já atravessei esse caminho. Além disso, percebo que meu poder de convencimento aumentou, porque explico o que está acontecendo com o organismo do paciente e como podemos melhorar sua condição. Eu sempre digo que o passo fundamental é a disposição em mudar hábitos alimentares. Porque utilizar probióticos e suplementos sem realizar a mudança alimentar não é suficiente para provocar o efeito duradouro desejado. Mesmo o protocolo desintoxicante de três dias eu não costumo recomendar aos pacientes antes que eles façam uma mudança de hábitos alimentares.

Quando eu experimentei pela primeira vez os benefícios da mudança alimentar associada à ingestão regular de probióticos, senti uma grande melhora. Tanto que até hoje eu tomo probióticos, alternando a formulação das cepas de tempos em tempos. Com os ensinamentos do Murilo, aprendi que eu poderia cuidar da minha saúde sem fazer uso contínuo de antibióticos e obtendo benefícios dos probióticos.

Uma das minhas pacientes é uma senhora de 63 anos, que chegou com fortes dores articulares e já não conseguia fazer coisas simples, como mexer os dedos das mãos. Após a realização de mudanças alimentares e o cumprimento do protocolo desintoxicante, ela passou a se sentir muito bem, sem qualquer dor nas articulações. “Consegui mexer os dedos!”, veio me contar toda feliz.

Outra paciente tem 83 anos e há 20 anos fazia uso de bloqueadores da bomba de prótons, os tais “prazois”. Ela sofria de refluxo, gastrite avançada, problemas intestinais, dificuldade para se alimentar e respirar. Era muito magrinha. Fizemos reeducação alimentar e o protocolo desintoxicante, seguido de probióticos e suplementos. Ela foi firme na mudança de hábitos. Quando comparei os resultados de seus exames antigos com os novos, fiquei muito surpresa. Nem parecia a mesma pessoa. Hoje ela está ótima e até voltou a dançar!

Recentemente, atendi uma paciente de nove anos, portadora de uma síndrome rara, que provoca convulsões. Ela segue um tratamento médico para o controle das convulsões, que está dando bons resultados, e agora estou cuidando do aspecto nutricional. Ela faz uso de sonda de gastrostomia, tem motilidade intestinal reduzida, uma característica da síndrome, e apresenta fadiga crônica. Com essa paciente, estou aplicando muitos conhecimentos que recebi no curso do Murilo. Iniciamos com os probióticos e recomendei mudanças importantes na dieta, retirando farináceos e alergênicos, e substituindo o leite animal por leites vegetais. O tratamento foi recém-iniciado, mas estou muito confiante que conseguiremos bons resultados.

Na escola onde trabalho, fiz um levantamento e verifiquei que 58 crianças apresentavam alergia alimentar e três tinham constipação severa, de um total de 293 alunos. Isso representa quase vinte por cento dos estudantes. Num primeiro momento, nós da equipe de nutricionistas da escola propusemos introduzir mais alimentos funcionais no cardápio, fazendo algumas substituições. Os alunos estranharam a mudança e alguns pais foram reclamar, acharam uma maluquice. Percebemos que faltava oferecer as informações pertinentes sobre o que estávamos fazendo. Então lançamos um projeto na escola para melhorar a nutrição dos alunos por meio do conhecimento e de ações práticas, em parceria com a disciplina de Ciências. Atuamos com estudantes do sétimo e do oitavo anos do Ensino Fundamental. O projeto, que incluiu visitas dos alunos ao laboratório da escola e palestras com a presença dos pais, teve uma ótima adesão.

Entre as atividades do projeto, realizamos a produção de kefir – tanto de água, fermentando suco de uva, como de leite – e utilizamos esse fermentado batido com frutas, em forma de frozen yogurt, e em substituição ao leite utilizado em receitas tradicionais. Todos os alunos receberam uma muda de kefir. Eles gostaram tanto que pediram para incluir o frozen no cardápio da cantina. As atividades contemplaram ainda a produção de um e-book pelos próprios alunos, com o objetivo de compartilhar as informações com os demais colegas. Os pais começaram a fazer as receitas em casa também. Saiu até uma matéria sobre nosso projeto no site da escola, neste link: https://bit.ly/2NIVCDE. Agora, a ideia é ampliarmos o projeto para outras turmas.

Em fevereiro deste ano, iniciei o trabalho em uma empresa de planos de saúde. São 111 pessoas, desde o funcionário da limpeza até o presidente. Dessas, 57 relataram problemas de saúde, como distensão abdominal, desconforto digestivo, obesidade, dor de cabeça e enxaqueca. É metade da empresa! Quando passei as orientações nutricionais e prescrevi os probióticos foi uma revolução, as pessoas estão melhorando. O presidente da empresa até me chamou para saber o que estava acontecendo, porque ele nunca tinha visto uma abordagem desse tipo, com foco na microbiota intestinal. Foi o Murilo quem me ensinou essa nova visão da nutrição. Conseguimos até uma parceria com uma farmácia de manipulação para a formulação dos probióticos e a venda com desconto.

Uma coisa que me chamou a atenção é que os estudantes aceitaram as novas proposições mais facilmente que os adultos da empresa. Além disso, a criança volta para casa e quer contar tudo o que aprendeu, vai disseminando o conhecimento com muito entusiasmo. Na empresa as pessoas reclamam que não têm tempo para planejar as mudanças e resistem um pouco mais. Para complicar, pertinho dali tem uma pastelaria, um quiosque de tapioca na esquina e, do outro lado, o pão de queijo a R$ 1,00. Ainda assim, aos poucos estamos notando uma melhora na alimentação. As mesas e gavetas de trabalho, antes cheias de biscoitos, doces e balas, agora têm mais alimentos saudáveis, como castanhas e frutas. Uma das rotinas da empresa é a passagem de um carrinho com alimentos pelos diversos setores de trabalho, duas vezes por semana. Com o projeto batizado de “Carrinho Saudável”, conseguimos retirar do carrinho todos os alimentos industrializados e substituir por frutas e sucos funcionais, além de levar informação nutricional. Foi um enorme avanço nos hábitos dos funcionários.

Nossa próxima ação é lançar uma gincana, que recebeu o nome de “A Melhor Forma”. Formaremos um grupo de emagrecimento e qualidade de vida. Neste momento, estamos elaborando o regulamento da gincana. Os integrantes farão exames antes e depois de colocar em prática as mudanças que vamos propor, os desafios. Preparei um e-book sobre probióticos, para entregar como material da gincana, explicando o que eu já havia passado nas consultas individuais. Teremos também o compartilhamento de kefir entre os integrantes. No final do ano, vamos fazer uma campanha de arrecadação de alimentos para doação e premiar as pessoas que apresentarem o melhor desempenho nas avaliações, as que tiverem mais êxito em mudar hábitos e melhorar a composição corporal. Com a gincana, o espírito lúdico ajuda a deixar assuntos sérios muito mais leves, da mesma forma como faz o Murilo em suas aulas, nos divertindo e ensinando.

Fico muito feliz por poder impactar tantas vidas com esses projetos, tanto na escola como na empresa e no atendimento particular. Quando minha mãe estava doente, durante as crises, vi como a nutrição adequada permitiu que ela se recuperasse mais rapidamente. Infelizmente ela faleceu. Depois que eu adoeci e fechei o consultório, cheguei a pensar em exercer outra atividade profissional, mas hoje eu não me vejo fazendo outra coisa. Sou apaixonada pela minha profissão. Tenho muito orgulho de participar de iniciativas que atingem tanta gente. Porque assim eu posso compartilhar todo o conhecimento que recebi e ser uma semente que germina e espalha o bem.

Sou médica endocrinologista, trabalho há bastante tempo com pacientes com síndrome metabólica, diabetes e obesidade. Nos últimos anos, tem-se falado muito em alteração intestinal em quadros de diabetes e obesidade. Mas no Brasil não é fácil encontrar material para se estudar em profundidade esses temas, ainda mais em português. O único médico que trabalha com isso no Brasil é o Dr. Mário Saad, da Unicamp, mas ele se ocupa principalmente de pesquisa e a disseminação do conhecimento fica mais circunscrita aos congressos médicos dos quais ele participa.

Eu sentia que precisava de um curso mais aprofundado e vinha me perguntando como estudar o intestino, pois não me conformava que um órgão tão grande como esse pudesse não ter muita importância, ainda mais diante das novas descobertas sobre os hormônios intestinais.

Ao longo da minha busca, perguntei a minha irmã, que é nutricionista e mora em São Paulo, se ela teria alguma indicação de um profissional que oferecesse um curso para eu entender melhor sobre o trato gastrointestinal e as novas descobertas relacionadas ao intestino. Na ocasião, ela me contou que tinha assistido a uma palestra com um nutricionista especializado nesse tema chamado Murilo Pereira, mas achei que seria difícil porque moro em Campo Grande e acabei até me esquecendo do nome dele.

Mais recentemente, ainda motivada pelo mesmo interesse, entrei em contato com a Dra. Denise de Carvalho e pedi a ela uma referência de alguém que pudesse me ensinar sobre o tema. Ela também me indicou o Dr. Murilo e me disse para eu acessar o site dele. Entrei no site, faltava aproximadamente um mês pra completar o prazo de matrícula em Campo Grande e já não havia mais vagas. Fiquei aflita e liguei na farmácia parceira do curso para ver se ainda seria possível conseguir uma vaga. A pessoa que me atendeu pediu que eu fosse até lá na mesma semana, pois em poucos dias o curso já começaria.

Fui lá, consegui uma vaga e fiz minha matrícula. Então eu telefonei para minha irmã e perguntei “como era mesmo o nome daquele seu professor do curso sobre intestino?”. “Murilo Pereira”, ela disse. Então eu contei que ele viria a Campo Grande dar um curso só sobre microbiota. Ela reforçou a indicação e ressaltou a competência do Murilo em ensinar o assunto. Porque a minha preocupação era que o curso tivesse embasamento científico. A gente sabe, tem muita gente sensacionalista dando cursos por aí, falando coisas da cabeça e sem fundamento.

Então comecei a fazer o curso do Murilo e foi muito surpreendente. Todos ficaram admirados com a quantidade de conteúdo que ele passa para seus alunos, em tão pouco tempo e de forma tão didática, tudo com embasamento científico. Porque entender de intestino não é fácil. É uma série de mecanismos de ação interligados que precisam ser bem entendidos para que se possa pensar no tratamento dos pacientes. E o Murilo começou do básico, da fisiologia intestinal, pra depois chegar nas patologias e nas formas de tratá-las.

Quando ele começou a trazer informações de artigos de veículos de renome internacional, como os periódicos The Lancet, The New England Journal of Medicine, Nature Immunology e outros, percebemos que ele sabia do que falava. Ficou claro também que ele tem uma preocupação genuína com o entendimento dos alunos, e o prazer que ele tem em fazer seus alunos compreenderem cada tópico, para que possam ajudar as pessoas. Acho que o que mais encantou a todos foi a humildade do Murilo, o carinho em oferecer seu melhor aos alunos, em fornecer um certificado reconhecido. Tenho certeza de que foi além da expectativa de todos que fizeram o curso.

Na minha prática médica, esse curso abriu mais uma alternativa de tratamento. Agora posso tratar também a microbiota intestinal dos pacientes, restabelecendo a saúde de forma mais integrada, otimizando o metabolismo e os mecanismos de saciedade ligados à microbiota intestinal. Acredito que os profissionais de saúde que estudam e modulam a microbiota de seus pacientes estão à frente dos que ainda não perceberam a importância desse tema. É um olhar para o futuro. Na minha opinião, os profissionais que dominam esse assunto, nós da primeira turma do curso de formação em Modulação Intestinal do Murilo, estamos na vanguarda desse tipo de abordagem no Brasil.

No caso da endocrinologia, que é minha especialidade, é importante reconhecer que a alimentação tem papel fundamental. Sem mudança da alimentação, não há resultados duradouros. No atendimento em saúde, o convencimento faz toda a diferença. Para reverter obesidade e diabetes é preciso convencer o paciente de que é muito importante fazer uma mudança alimentar, porque vivemos em um mundo em que o fast food e a “comida prática” têm um apelo e um alcance imensos. As pessoas estão adoecendo, mas não querem deixar de comer pães, doces, nem abandonar o hábito de tomar cerveja.

O ideal seria que as pessoas se convencessem e mudassem antes de chegar a um ponto em que já não conseguem mais suportar as dores, desconfortos e doenças. Uma coisa eu sempre digo aos meus pacientes: “comece, porque o seu paladar vai mudar e você vai passar a apreciar os sabores dos alimentos saudáveis”. E eles reconhecem isso depois. Para aqueles que dizem que alimentação saudável é cara, eu mostro que vegetais naturais são alimentos baratos e que o melhor é comprar verduras, legumes e frutas da estação. Não há necessidade de comprar alimentos exóticos, importados ou de regiões distantes. Mostrar que você como médico sabe do que está falando e explicar os motivos e os mecanismos de ação do que é proposto ajudam o paciente a aderir às recomendações. O paciente precisa sentir confiança no médico, no nutricionista.

Com essa nova abordagem, tenho tido bons resultados em meus pacientes. Um caso emblemático aconteceu com um paciente de 11 anos, que chegou ao consultório com disbiose e distensão abdominal, sofrendo muito. Ele seguiu as prescrições à risca e teve uma melhora incrível!

Comigo também, com os conhecimentos do curso, fiz algumas mudanças nos meus hábitos alimentares e tive ótimos resultados. Comecei a me atentar mais à alimentação depois de ter feito uma formação em acupuntura. Cursei cinco anos de acupuntura na Escola Paulista de Medicina e meu professor sempre dizia: “você é o que você come; preste atenção ao que você come”. Os chineses já falavam há muito tempo várias coisas que o Murilo fala, mas à época não havia a comprovação científica nos moldes da nossa ciência, o conhecimento vinha da observação, das experiências.

Na minha experiência pessoal, eu até já desconfiava de alguns efeitos ruins associados a certos alimentos, como o trigo e o açúcar, que me deixavam inchada “igual a um baiacu”, como diz o Murilo (risos). Foi impressionante, eu murchei, não sinto mais a sensação de edema, de retenção de líquido, e o bem-estar é muito grande. As pessoas vieram dizer que eu emagreci, mas não. O que aconteceu foi a redução do meu inchaço abdominal. Algumas mudanças eu já tinha feito, porque percebi a resposta do meu corpo. Carne vermelha eu não como há 24 anos, porque percebi que meu corpo não aceitava bem, me dava alergia.

Mas por que eu resolvi deixar de consumir trigo? Bem, eu tenho duas crianças pequenas. Uma menina de cinco anos e um menino de 12. Daí eu comecei a reparar que já não dava mais para acompanhar o pique deles, eu não tinha disposição. Isso me dizia que tinha alguma coisa errada, eu precisava mudar algo. Parei então o consumo de trigo e de açúcar e foi impressionante. Dentro de dois meses minha disposição aumentou, eu já acordava com energia e até passei a aumentar a intensidade dos meus treinos de musculação e pilates. Alguns exercícios que antes eu não conseguia fazer passaram a ser possíveis para mim. Isso foi muito nítido. Eu não tinha dúvida de que era resultado das mudanças que eu tinha feito nos meus hábitos alimentares. Era impossível atribuir aquela mudança a uma simples coincidência.

Meus familiares me apoiaram muito. Eu brincava que estava me tornando uma expert em cocô e meus filhos passaram a me chamar para avaliar a saúde deles pelo cocô que faziam (risos). Meu marido adorava me ver chegar toda animada das aulas presenciais, contando o que eu tinha aprendido, e ficava surpreso com tantas informações importantes que são ignoradas pela maioria de nós.

Meu irmão não é da área da saúde, mas tem muito interesse e lê bastante sobre o assunto, porque ele passou por um quadro sério de sobrepeso, resistência a insulina e esteatose hepática. Aí eu contava pra ele as coisas que aprendia com o Murilo e ele ficava encantado. Antes mesmo do meu curso com o Murilo, ele já havia tirado o trigo, fez dieta cetogênica e emagreceu 30 quilos. Hoje ele não tem mais esteatose, mas faz uso de uma dose pequena de metformina, que altera a microbiota intestinal melhorando o crescimento de uma bactéria benéfica, a Akkermansia Muciniphila. Essa bactéria promove a produção de mucina, uma substância composta por proteínas que fortalece a barreira intestinal e protege o organismo. Tudo isso eu aprendi no curso.

Entre meus colegas do curso, também trocamos experiências. Tive a oportunidade de ver uma colega trazer a evolução de exames de um de seus pacientes, que tinha esteatose hepática de grau quatro e, depois de seis meses de mudança alimentar, não tinha mais esteatose e estava 20 quilos mais magro.

De forma geral, há um grande desafio quando trocamos alimentos prejudiciais por alimentos saudáveis e deixamos de comer “a comida que todo mundo come”, que é o convívio social. Como ainda somos minoria, muitas pessoas criticam nossas escolhas e somos tachados de “chatos”. Mas aos poucos as pessoas no nosso entorno vão aprendendo a respeitar nossas decisões e, se gostam mesmo de nós, vão até apoiar e se inspirar na nossa “chatice” (risos). Acredito que as pessoas podem ser motivadas pelos resultados positivos que temos com os pacientes na prática clínica, na nossa vida pessoal e também pela divulgação das novas descobertas sobre a microbiota intestinal na mídia.

Enfim, essa ciência é fascinante e merece muito ser divulgada. Espero que o Murilo continue com os cursos e nos mantendo atualizados, porque é um campo ainda muito novo. Nossa turma já está se preparando para o curso avançado no ano que vem.

Para o público não especializado na área de saúde, eu gostaria de dizer que sempre busque o conhecimento, por meio de artigos e reportagens embasadas em ciência, pelo aconselhamento com profissionais capacitados e atualizados, porque a mudança de hábitos tem o grande poder de evitar sofrimentos e doenças. A adoção de um padrão alimentar saudável é bem-vinda desde a infância ou mesmo desde a gestação. Se os pais derem o exemplo, as novas gerações já vão ter uma perspectiva de vida diferente.

Sou médica, formada em 2006 pela Universidade Federal do Pará. Fiz um ano de residência em anestesia, depois especializei-me em medicina do trabalho e atuei por alguns anos nessa área, como médica do trabalho e perito médico previdenciário. Em 2014 eu comecei a me interessar pela nutrologia e pela medicina voltada para a longevidade, e fui me encantando cada vez mais com essa área. Então eu fiz um curso de pós-graduação da ABRAN, a Associação Brasileira de Nutrologia, de um ano de duração. Dali por diante, fiz vários outros cursos de especialização e extensão. Fiz um curso de pós-graduação em envelhecimento saudável com o Dr. Lair Ribeiro. Então comecei a atuar na área de nutrologia, atendendo em consultório. Iniciei também o estudo da ozonioterapia em um curso da Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ), passando a utilizar essa técnica no meu trabalho. Depois fiz o curso de medicina ortomolecular do Dr. Artur Lemos. E fiz também uma especialização em psiquiatria pelo Centro Brasileiro de Pós-Graduações (Cenbrap). Assim, na minha prática eu lanço mão de todo o conhecimento que vim adquirindo ao longo dessa trajetória, conforme o quadro de cada paciente.

Quando iniciei o curso de modulação intestinal do Murilo, eu já tinha assistido a uma palestra dele aqui em Belém e tinha gostado muito. Eu também tinha ouvido comentários bem positivos sobre ele no curso de pós-graduação que fiz sobre envelhecimento saudável. Tivemos uma aula especial do curso com o professor Murilo, mas naquele dia eu não pude ir. Meus colegas da turma adoraram e elogiaram muito a aula. Fiquei muito interessada pelo tema da modulação intestinal e qual não foi minha surpresa ao saber, por intermédio de uma farmácia aqui de Belém, que o Murilo iniciaria um curso com aulas presenciais na minha cidade!

Imediatamente fiz minha inscrição e chamei vários colegas médicos para participarem comigo. Todos adoraram e me agradeceram muito! Porque o Murilo, além de saber muito sobre microbiota e modulação intestinal, sabe como ensinar em detalhes, desenvolvendo uma linha coerente de raciocínio e explicando o porquê das coisas. Ele é um excelente professor e tem muita experiência no ensino. Com o curso, consegui entender mais minuciosamente o mecanismo de ação de algumas condutas que eu já seguia. Por exemplo, administrar iodo junto com selênio. Existe um motivo para essa associação. Outro exemplo é o protocolo desintoxicante de três dias. O Murilo explica não somente os benefícios desse protocolo, mas também por que esse protocolo foi concebido dessa forma, por que eliminar as proteínas, por que três dias. Tudo tem uma razão de ser.

Além disso, uma característica que me chamou a atenção no Murilo foi sua consciência do potencial e do limite das práticas que ele ensina, para não cairmos na tentação de prometer a nossos pacientes resultados ilusórios. O Murilo é muito consciente e faz questão de assinalar que não existe milagre. Fica muito claro o que é comprovado pela ciência, qual é o grau de evidência científica dos estudos, o que não tem comprovação mas vale a pena considerar, e o que não podemos esperar de cada ação, probiótico ou suplemento.

Atualmente, nas prescrições que eu faço em consultório, sinto uma segurança maior em dominar o entendimento de todos os mecanismos envolvidos e em poder explicar aos meus pacientes as razões e formas de atuação de cada recomendação. Então, ao prescrever probióticos, explico a meus pacientes quais são os seus efeitos e benefícios. Mas, claro, respeito o poder aquisitivo dos pacientes e posso prescrever probióticos até um limiar de custo. Também recomendo sempre a mudança de conduta alimentar, que é a chave para a saúde e não custa caro. Percebo que, com isso, melhora muito a adesão dos pacientes aos tratamentos.

A adesão também aumenta muito quando damos destaque às permissões e não às restrições. Em vez de dizer ao paciente “isso você não pode comer”, optamos por dizer “olha quanta coisa você pode comer!”. O Murilo sempre nos orienta a agir dessa forma, mostrando o lado positivo e libertador de uma alimentação saudável. A visão de muitas pessoas está distorcida. Elas acham que têm variedade alimentar, quando na verdade o elemento que domina as refeições é o trigo, apresentado em formas diversas, como pão, macarrão, lasanha, empada, pastel, coxinha, bolo, torta, biscoito etc., mas é sempre trigo. É uma monotonia alimentar disfarçada e as pessoas não estão percebendo. Então quando falamos em retirar o trigo da alimentação as pessoas ficam desesperadas, “mas o que é que eu vou comer agora?”. E existe um universo de opções alimentares sem trigo, basta olharmos para a extensa gama de hortaliças riquíssimas em nutrientes e fibras.

Uma coisa que me ajuda muito é distribuir informativos a meus pacientes. Por meio desse material, dou orientações e indicações gerais – como a composição ideal do creme dental, formas mais seguras de adoçar os alimentos, riscos relacionados ao consumo de laticínios, tipos de panelas mais adequados – e mesmo recomendações sobre níveis ótimos de resultados de exames laboratoriais. Porque uma coisa é o resultado de um exame estar “dentro da normalidade” por situar-se no interior da faixa de valores de referência oficiais, e outra coisa é o seu resultado estar em níveis ótimos para uma saúde perfeita. Um paciente que apresenta, por exemplo, vitamina D em 31 ng/ml e homocisteína em 11 micromol/l estaria “normal” do ponto de vista oficial, mas a condição de saúde do paciente pode melhorar muito se esses indicadores estiverem em níveis ótimos, aumentando a vitamina D para algo entre 40 e 60 e reduzindo a homocisteína para 7 a 8.

Uma novidade do curso do Murilo para mim foi o protocolo desintoxicante de três dias. Assim que conheci o protocolo decidi experimentar, porque tenho o hábito de testar no meu corpo minhas descobertas antes de prescrever aos pacientes. Esse protocolo me fez muito bem. Meu sistema digestivo sempre foi meio delicado. Qualquer besteirinha que como não me cai bem. Nessas situações, eu costumava tomar domperidona, um fármaco antidopaminérgico indicado para aliviar o mal-estar digestivo. Quando consumo alimentos com caseína, principalmente leite e queijo, é certeza que vai aparecer acne. Então lancei-me ao protocolo desintoxicante, mantendo o restante da minha rotina normal, inclusive com atividade física. O meu receio era sentir fome por ingerir poucos alimentos de fonte proteica, mas fiquei surpresa ao notar que isso não aconteceu. Pelo contrário, eu me senti muito bem, mais leve e com energia. Isso me fez perceber o poder dos vegetais como um importante pilar da alimentação. Tanto que, desde então, aumentei significativamente a proporção de vegetais na minha rotina alimentar. O suco que ele ensina também é muito nutritivo e saboroso, por isso incorporei à minha alimentação e recomendo aos meus pacientes.

Quando comecei a passar o protocolo e o suco aos meus pacientes, as respostas foram muito positivas. Passei também a prescrever mais enzimas digestivas, probióticos e fibras. A partir da explicação consistente sobre os efeitos dos alimentos e suplementos, senti que meus pacientes se incentivaram a mudar, mesmo sendo às vezes difícil quebrar hábitos. Reeducação alimentar, probióticos, prebióticos, suplementos e hidratação adequada, em conjunto, são um instrumento muito poderoso para o reequilíbrio da saúde. Tenho pacientes com problemas tireoidianos e, como médica, eu poderia simplesmente prescrever hormônios para atingir níveis ótimos. Mas percebi que as práticas recomendadas pelo Murilo são capazes de fazer o próprio organismo retomar a produção hormonal para valores desejados, de forma natural. A prescrição de hormônios e medicamentos passou então a ser um recurso que utilizo somente depois de tentar as formas mais naturais.

Tenho uma paciente que é enfermeira e chegou em meu consultório relatando sentir muito cansaço, cólica menstrual, queda de cabelo, unhas fracas e rinite alérgica. Ela fazia uso de descongestionante nasal cinco vezes por noite. Analisei a língua dela e estava bem saburrosa, esbranquiçada. As queixas dela são comuns e já me deram subsídio para várias recomendações, mesmo sem ter visto resultados de exames específicos. Ela me trouxe também o resultado recente de um exame de cintilografia para pesquisa de refluxo gastroesofágico, que diagnosticava retardo do esvaziamento gástrico, sem qualquer relação aparente com outro problema digestivo, como esofagite, gastrite ou hérnia de hiato. Depois de seguir minhas recomendações por um mês, ela retornou ao consultório três quilos mais leve e muito satisfeita. Perguntei-lhe sobre cada queixa e ela relatou que tudo havia normalizado. A língua dela mudou. Então passamos ao detalhamento com exames e prescrições mais finas.

Uma prima minha tornou-se paciente, com o objetivo de emagrecer. Faz um pouco mais de um mês que iniciamos o tratamento e ela relatou que já está se sentindo muito melhor, embora a queixa inicial fosse apenas quanto ao peso. A balança já marca quatro quilos a menos, mas ela diz que o mais surpreendente foi a redução da sensação de inchaço. Outra paciente que alcançou resultados excelentes acabou trazendo toda sua família para consultar comigo. Na ficha de avaliação que entrego a meus pacientes após o tratamento, ela escreveu: “a consulta foi maravilhosa! O tratamento mudou minha vida!”. Isso nos dá uma satisfação enorme. De maneira geral, os pacientes todos retornam admirados com o bem-estar que as mudanças exercidas proporcionam. Muitas vezes a melhora é tão completa que eles têm dificuldade em dizer o que exatamente melhorou.

Com uma visão mais sistêmica do corpo, que aprendi ao longo da minha trajetória profissional e que é evidente no curso do Murilo, fica claro que a comunicação entre as especialidades da saúde traz vantagens importantes para os pacientes. As especialidades médicas se isolaram demais da perspectiva da saúde integral do organismo. O paciente que tem problemas de saúde em várias partes ou sistemas do corpo é um só. Minha vontade é que todos os meus colegas médicos possam fazer o curso de modulação intestinal, independentemente da especialidade. Alimentação tem tudo a ver com saúde e é preciso ter em mente essa associação. O médico que diz “comida não é comigo” está perdendo a oportunidade de aprender e de ajudar.

Para as pessoas que desejam fazer o curso do Murilo, eu gostaria de dizer que aproveitem muito todo o conteúdo que ele oferece, porque são raros os profissionais que aliam o conhecimento a uma didática tão eficiente como o Murilo. O material é muito rico, as aulas online e também as aulas presenciais. Aplicar em si mesmo também é uma prática muito interessante, até porque acredito que devemos refletir a saúde que queremos oferecer a nossos pacientes. Acho que não surte o mesmo efeito falar de saúde se o que eu recomendo não for a minha verdade pessoal. Além disso, certamente, o valor que recebemos é muito maior do que o preço, principalmente se comparamos com outros cursos na área.

Para quem pretende experimentar a transformação da modulação intestinal, reforço a importância de focar na abundância de possibilidades e não nas restrições. A natureza nos dá uma variedade grande de nutrientes envolvidos em texturas e sabores deliciosos. Sem perceber, fomos trocando as referências. Comer alimentos processados, vendidos em embalagens plásticas, com rótulos indicando ingredientes impronunciáveis não é natural. É necessário fazer o esforço da mudança, criar novos hábitos. Não sou contra remédios, mas acredito que eles devem ser usados somente quando é necessário. Como já dizia Hipócrates, o mais célebre médico da Antiguidade e considerado o pai da medicina, “que o seu remédio seja o seu alimento e que o seu alimento seja o seu remédio”. Estilo de vida é fundamental.